O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) atualizou recentemente a tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), permitindo a montagem de um ranking dos carros mais econômicos à venda no Brasil. Essa lista se baseia no consumo de combustível, medido em quilômetros por litro (km/l), e é dominada por veículos híbridos. No entanto, alguns modelos flex a combustão também se destacam devido aos seus bons índices de consumo nas estradas.
A atualização mais recente da tabela ocorreu em 3 de junho de 2026 e abrange 892 modelos de 42 marcas diferentes. As medições são realizadas em laboratório, utilizando um dinamômetro de chassi. A avaliação segue dois ciclos de condução: um urbano, conforme a norma ABNT NBR 6601, e um de estrada, de acordo com a NBR 7024. Esse procedimento é aplicado tanto para veículos a combustão quanto para híbridos. Os veículos elétricos puros são analisados por meio da metodologia americana SAE J1634.
Os ensaios são realizados com combustíveis padrão estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), e no caso da gasolina, utiliza-se uma mistura de E22, que contém 22% de etanol anidro. Desde 2011, os números referentes ao consumo de combustíveis a gasolina já são ajustados com um fator de cerca de 0,28 sobre o resultado bruto do laboratório, com o intuito de refletir melhor o uso cotidiano. De acordo com o Inmetro, cerca de 90% dos motoristas obtêm resultados que estão dentro do consumo declarado.
Um ponto interessante a ser considerado é que os híbridos plug-in (PHEV) costumam liderar a classificação geral de eficiência, recebendo nota A. No entanto, quando se analisa apenas o consumo de gasolina, suas marcas não são tão impressionantes. Isso se deve à forma como o PBEV separa as informações. A autonomia elétrica e o consumo energético combinado aparecem em colunas distintas, enquanto a quilometragem por litro de gasolina é medida com a bateria descarregada, no modo de sustentação de carga. Dessa forma, o PHEV é avaliado como um híbrido comum, mas carregando o peso de uma bateria grande, resultando em um consumo de gasolina menos eficiente do que o potencial real do veículo.
Contrapõe-se a isso o fato de que os carros híbridos são geralmente mais econômicos em ambientes urbanos do que em estradas. A frenagem regenerativa recupera energia durante as desacelerações constantes do trânsito, permitindo que o motor elétrico atue em trechos de baixa velocidade, onde os motores a combustão têm menos eficiência. Já em velocidades rápidas e constantes, a contribuição elétrica diminui, e o veículo depende mais da gasolina, o que explica a superioridade do consumo urbano.
O ranking dos 15 carros mais econômicos segundo o Inmetro é o seguinte:
- Hyundai Kona – Híbrido convencional (HEV) – 18,4 km/l na cidade
- Honda Civic – Híbrido convencional (HEV) – 18,4 km/l na cidade
- Kia Niro – Híbrido convencional (HEV) – 18,3 km/l na cidade
- Toyota Yaris Cross – Híbrido convencional (HEV) – 17,9 km/l na cidade
- Chevrolet Onix – Combustão – 17,7 km/l na estrada
- Honda Accord – Híbrido convencional (HEV) – 17,5 km/l na cidade
- Toyota Corolla – Híbrido convencional (HEV) – 17,5 km/l na cidade
- Lexus UX 300h – Híbrido convencional (HEV) – 17,3 km/l na cidade
- BYD King – Híbrido plug-in (PHEV) – 17,1 km/l na cidade
- Chevrolet Onix Plus – Combustão – 17,1 km/l na estrada
- Toyota Corolla Cross – Híbrido convencional (HEV) – 16,6 km/l na cidade
- Toyota RAV4 – Híbrido convencional (HEV) – 16,1 km/l na cidade
- VW Polo – Combustão – 16,1 km/l na estrada
- Fiat Cronos – Combustão – 15,9 km/l na estrada
- VW Virtus – Combustão – 15,8 km/l na estrada







