O Compass, referência entre SUVs médios, segue com forte procura no mercado de usados. A chegada do motor turbo 1,3 elevou o apelo do modelo, unindo desempenho, economia e pacote de equipamentos atraente.
O Jeep Compass consolidou-se como referência entre os SUVs médios e mantém apelo no mercado de seminovos. Este levantamento técnico destaca os pontos-chave do Compass equipado com o motor 1.3 turbo flex, versão que marcou uma guinada na linha e segue atraindo compradores por combinação de pacote, desempenho e histórico de vendas.
10 fatos sobre o Jeep Compass 1.3 turbo flex
- Trajetória: O Compass de segunda geração foi lançado no mercado brasileiro em setembro de 2016. Em 2017 as versões flex receberam sistema start/stop e o modelo ganhou séries especiais. Em 2021, já como linha 2022, passou por reestilização profunda, aposentou o motor aspirado e adotou o 1.3 turbo flex. Em 2022 a gama recebeu o Compass 4xe, e na linha 2025 a garantia passou de três para cinco anos; também houve redução de potência do 1.3 para atender às normas do Proconve.
- Histórico de edições especiais: Logo após o lançamento houve séries como Opening Edition, Sport, Night Eagle e a edição limitada 80 Anos em homenagem à marca.
- Híbrido plug-in 4xe: O Compass 4xe foi o primeiro híbrido plug-in da marca no país e teve menos de 250 unidades vendidas em três anos.
- Produção e vendas: Em 10 anos o Compass acumulou mais de 600 mil unidades fabricadas em Pernambuco e cerca de 570 mil emplacamentos. Em 2019 e 2021 o modelo terminou como vice-líder do segmento em alguns períodos. Foram 50 mil unidades em 2024 e 60 mil em 2025, com market share da Jeep em torno de 4,7% neste último ano.
- Geração anterior: A primeira geração, importada a partir de 2012, vinha com motor 2.0 a gasolina de 156 cv e câmbio CVT, com desempenho comercial tímido.
- Desempenho do 1.3: O motor T270 1.3 16V turbo flex entrega 176 cv (9 cv a menos que a unidade anterior), torque de 27,5 kgfm a 1.750 rpm e acelerações na casa dos 10 segundos no 0 a 100 km/h, considerando peso acima de 1,5 tonelada.
- Câmbio e comportamento: O câmbio automático de seis marchas da Aisin é apontado como defasado, preservando as trocas em médias rotações e influenciando as retomadas.
- Consumo: Na cidade o Compass registra 7,3 km/l com etanol e 10,1 km/l com gasolina; na estrada, respectivamente, 8,6 km/l e 12,1 km/l.
- Alterações na gama: Nos últimos anos o Compass recebeu o motor Hurricane de 272 cv em versões superiores. O motor turbodiesel deixou de ser oferecido na linha em 2025.
- Eletrificação futura: O SUV será o próximo modelo produzido no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, a receber eletrificação. Assim como aconteceu com Renegade e Commander, o conjunto 1.3 turbo flex do Compass vai ganhar uma solução de eletrificação para reduzir emissões e melhorar eficiência.
Para quem avalia a compra de um Compass 1.3 turbo flex seminovo ou dentro da garantia, o conjunto oferece equilíbrio entre desempenho e equipamento, com consumo condizente ao porte e boa disponibilidade de versões. Em paralelo, o histórico de vendas mostra que o modelo enfrenta competição intensa de rivais locais e importados, com alternativas híbridas e chinesas alterando o cenário competitivo.
Na revisão do conjunto motor-transmissão, a atenção deve recair sobre o comportamento do câmbio Aisin de seis marchas e sobre o histórico de revisões que suportem a manutenção correta do turbo e do sistema de injeção. A perspectiva de eletrificação consolida a estratégia de redução de emissões, sem, contudo, alterar a presença do Compass como opção relevante no segmento de SUVs médios.











