O Hyundai Bayon finalmente apareceu oficialmente. A fabricante sul-coreana aproveitou o Salão do Automóvel de Paris para revelar o SUV compacto que será fabricado no Brasil e terá como alvo concorrentes como Volkswagen Tera, Jeep Avenger e Renault Kardian. A expectativa é que o modelo derivado do i20 chegue ao Brasil em 2027.
O Bayon surge como uma versão compacta inspirada pela nova geração do Tucson apresentada na Coreia do Sul, adotando a filosofia de design chamada “Art of Steel”. A carroceria privilegia linhas retas com vincos marcantes: a dianteira traz faróis divididos, formando um elemento em “meio H”, enquanto os faróis principais ficam posicionados na extremidade lateral do para-choque. A silhueta lateral destaca caixas de roda pronunciadas, um vincado na base das portas e uma linha de cintura em ascensão até o porta-malas. Na traseira, as lanternas seguem o tratamento visual da dianteira e o nome do modelo aparece em letras no centro da tampa do porta-malas.
Em termos de dimensões, o Bayon mede 4,24 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,56 m de altura e 2,60 m de entre-eixos — exatamente as mesmas medidas do Hyundai i20. Esses números o colocam muito próximo do atual Hyundai Creta. O porta-malas oferece 440 litros nas versões com motor a combustão (ICE) e reduz para 397 litros nas configurações híbridas (HEV).
A maior controvérsia deverá ficar por conta do interior: o Bayon compartilha boa parte do acabamento e dos comandos com o i20, especialmente a central multimídia e os comandos verticais do ar-condicionado, o que deve gerar debate sobre a distinção entre os dois modelos. O painel de instrumentos foi ligeiramente revisado em relação ao i20, que conta com display de sete segmentos.
A unidade exibida em Paris corresponde à versão com apelo esportivo N Line, caracterizada por uma grade frontal com trama exclusiva, rodas de 18 polegadas, difusor traseiro com saída dupla de escapamento e bancos com revestimento em tecido e camurça.
No aspecto tecnológico, o Bayon reúne duas telas curvas de 12,3 polegadas para quadro de instrumentos e central multimídia, que passa a oferecer espelhamento sem fio e acesso nativo a serviços de streaming. A lista de equipamentos inclui abertura por celular, sistema de som Bose com oito alto-falantes e pacote de assistências ao motorista com controle de cruzeiro inteligente e assistente de permanência em faixa.
Os Bayon destinados ao mercado europeu serão fabricados na Turquia, e nem todas as motorizações oferecidas lá estarão necessariamente disponíveis nos modelos que serão produzidos em Piracicaba (SP). Entre as opções, há o já conhecido motor três cilindros 1.0 turbo em duas calibrações: 90 cv e uma versão mais potente com 115 cv e 17,5 kgfm. O câmbio pode ser manual de seis marchas ou automatizado de dupla embreagem e sete posições.
A grande novidade é a motorização híbrida plena: um motor quatro cilindros 1.6 aspirado associado a um motor elétrico e câmbio de dupla embreagem, com potência combinada de 138 cv e 27,0 kgfm. A bateria tem 1,32 kWh, mas dados de consumo e desempenho detalhados ainda não foram divulgados. A fabricante informa desempenhos que variam de 0 a 100 km/h entre 14,1 s (versão 90 cv) e 10,8 s (versão híbrida), e velocidade máxima entre 167 e 180 km/h.
Ficha técnica do Hyundai Bayon
- Motor: três cilindros 1.0 turbo (90 cv e 115 cv) / quatro cilindros 1.6 associado a motor elétrico (138 cv)
- Bateria: 1,32 kWh
- Câmbio: manual (seis marchas) ou dupla embreagem (sete marchas) no 1.0; dupla embreagem (seis marchas) no 1.6 HEV
- Tração: dianteira
- Direção: elétrica
- Rodas e pneus: liga leve; 205/60 R16, 205/55 R17 ou 225/45 R18
- Dimensões: comprimento 4,24 m; largura 1,81 m; altura 1,56 m a 1,57 m; entre-eixos 2,60 m
- Peso: 1.228 kg a 1.378 kg
- Porta-malas: 440 litros (ICE) / 397 litros (HEV)
O lançamento global do Bayon na mostra de Paris apresenta o modelo como alternativa compacta com opções que vão do motor 1.0 turbo até a solução híbrida HEV, enquanto a produção local e a disponibilidade de versões para o mercado brasileiro permanecerão com ofertas alinhadas às estratégias da fábrica em Piracicaba.












