Tsurugidake foi entregue em 14 de outubro à Sequoia Navigation no estaleiro conjunto com a Cosco em Dalian. O navio tem porões de 352.151 m³ (≈2,2 milhões de barris) e opera prioritariamente com GNL.
A Kawasaki Heavy Industries entregou um superpetroleiro capaz de operar com gás natural liquefeito (GNL). Batizado Tsurugidake, o navio é o quarto VLCC (Very Large Crude Carrier) do grupo projetado para usar GNL como combustível principal.
O Tsurugidake foi entregue em 14 de outubro à armadora Sequoia Navigation, no estaleiro conjunto que a Kawasaki mantém com a chinesa Cosco em Dalian, na China. Com 339,50 m de comprimento — mais de três campos de futebol enfileirados —, o navio tem porões com capacidade para 352.151 m³, o equivalente a cerca de 2,2 milhões de barris de petróleo.
No lugar do bulbo de proa tradicional, o casco ganhou uma proa redesenhada com o objetivo de reduzir a resistência às ondas. O projeto naval combina esse formato de proa com um esquema de propulsão otimizado: um motor principal de baixa rotação e curso ultralongo acoplado a uma hélice de grande diâmetro para reduzir o consumo específico de combustível.
O motor instalado é um MAN de sete cilindros e cerca de 13 mil litros de deslocamento, configurado como bicombustível — capaz de operar tanto com GNL quanto com óleo combustível com baixo teor de enxofre (LSFO). Cada pistão tem 80 cm de diâmetro e percorre 3,72 m dentro do cilindro.
Segundo a Kawasaki, com GNL as emissões de dióxido de carbono (CO₂) caem de 25% a 30%, as de óxidos de nitrogênio (NOx) recuam cerca de 85% e as de óxidos de enxofre (SOx) são eliminadas em comparação com motores movidos a óleo pesado.
Além do sistema bicombustível, o navio está equipado com lavadores de gases (scrubbers) no escapamento do motor e dos geradores, que retiram o enxofre e permitem o uso de óleo convencional dentro das regras em vigor desde 2020, reduzindo o custo com combustível quando necessário.
O Tsurugidake atende à Fase 3 do Índice de Projeto de Eficiência Energética (EEDI), norma internacional que exige dos petroleiros encomendados a partir de 2025 uma redução de 30% nas emissões de CO₂ em relação à Fase 0. A velocidade operacional informada é de cerca de 15,45 nós (28,6 km/h). A embarcação terá tripulação de 37 pessoas e navega sob bandeira do Panamá.
No Brasil, a Kawasaki teve participação de 30% no estaleiro Enseada do Paraguaçu, na Bahia, criado para construir navios-sonda do pré-sal e afetado pela crise da Sete Brasil.





