Um exemplar único chegou ao Brasil para acelerar durante o Festival Interlagos e voltou ao estande da Ford após exibir performance na pista. Desenvolvido com a Ford Racing, o cupê entrega 795 cv e rodas em fibra de carbono.
O Ford Mustang Dark Horse SC desembarcou no Brasil em exemplar único para acelerar no circuito de Interlagos, em São Paulo, durante o Festival Interlagos. Foi lá, no templo do automobilismo brasileiro, onde houve o primeiro contato com o esportivo, que retornou ao estande da marca logo em seguida.
Desenvolvido em parceria com a divisão Ford Racing para ocupar o espaço deixado pelo antigo Shelby GT500, o Dark Horse SC posicionou-se entre o Dark Horse convencional vendido no mercado brasileiro e o Mustang GTD — este último um carro de especificação GT3 legalizado para as ruas. Na prática, o SC funcionou como a opção mais potente da linha sem exigir o investimento cobrado pelo GTD.
O motor escolhido foi um V8 5.2 supercharged, em lugar do 5.0 aspirado, calibrado para render 795 cv e 91,3 kgfm. Esse conjunto representou um ganho de 35 cv e cerca de 4,8 kgfm em relação ao antigo GT500 e ofereceu 295 cv a mais do que o Dark Horse convencional. A força foi enviada às rodas traseiras por meio de uma transmissão automatizada de dupla embreagem com sete marchas fornecida pela Tremec, o mesmo câmbio usado no GT500. A marca optou por não disponibilizar o câmbio manual de seis marchas para esta versão, justificando a decisão na busca por tempos menores em pistas fechadas.
Do ponto de vista térmico e de proteção, o capô foi todo feito em alumínio e fixado com travas, com uma grande saída de ar que otimizou o arrefecimento do motor e colaborou com a aerodinâmica. A remoção de uma proteção nessa saída do capô proporcionou um aumento no downforce e criou uma área aberta 60% maior. No assoalho, painéis inferiores direcionaram o fluxo de ar para resfriar os freios e o eixo traseiro.
Para a traseira, a unidade importada ao Brasil trouxe o aerofólio de fibra de carbono, um dos opcionais disponíveis para a versão; somente essa peça gerou 281 kg de sustentação negativa a 290 km/h. O conjunto mecânico incluiu ainda um cardã em fibra de carbono e um diferencial traseiro com sistema próprio de arrefecimento.
Em pista, o conta-giros dominou o quadro de instrumentos, já que o motor V8 ainda explorou rotações além de 8.000 rpm antes das reduções para as curvas. O sistema de freios foi assinado pela Brembo, com pinças monobloco de seis pistões na dianteira e de quatro pistões na traseira, beneficiadas pelo fluxo de ar forçado pela carroceria.
A dinâmica foi aprimorada por amortecedores MagneRide adaptativos com calibração eletrônica e molas de maior rigidez específicas para o SC. Peças de aço, como braços de controle dianteiros e mangas de eixo, foram substituídas por componentes em alumínio forjado, e uma barra de amarração superior em magnésio foi adicionada. O exemplar presente no país também teve rodas de fibra de carbono, contribuindo para a redução da massa não suspensa e para respostas mais rápidas em pista.










