A Omoda 4 estreia na Europa no Salão de Paris 2026, com plataforma T1X e mais espaço interno. Tem chegada confirmada ao Brasil em 2027, porém pode receber motor mais modesto que na China e Europa.
A grande novidade da Omoda&Jaecoo para o Salão de Paris 2026 é a apresentação europeia do Omoda 4. O SUV compacto, que já havia sido revelado globalmente em Pequim, reforça a expansão da marca no Velho Continente e tem lançamento confirmado no Brasil para 2027. No mercado brasileiro, o modelo poderá vir com motorização mais modesta que a apresentada na China e Europa.
O Omoda 4 utiliza a plataforma T1X, conhecida por ser a base de modelos produzidos para o Brasil, o que favorece suas dimensões: 4,42 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,57 m de altura e entre-eixos de 2,70 m. O porta-malas tem capacidade para 400 litros. Na prática, as medidas colocam o Omoda 4 em um patamar de SUV médio na estrutura, embora seja posicionado como um SUV compacto de entrada no mercado brasileiro.
Quando foi revelado anteriormente, o Omoda 4 vinha com entre-eixos anunciado de 2,63 m — vantagem inicial de 2 cm sobre o Omoda 5. O resultado final apresentado mostra uma vantagem maior: o Omoda 5 tem entre-eixos de 2,61 m, o que deixa o novo modelo 9 cm à frente. O projeto também supera em 5 cm a medida do entre-eixos do T-Cross.
O desenho externo traz linhas geométricas marcantes, faróis de LED afilados e recortes de grade com proposta diferenciada, com um desenho que lembrou, em certos aspectos, o Lamborghini Urus. As lanternas traseiras formam um zig-zag de LEDs no estilo já visto no Omoda 7. A intenção aparente do conjunto é buscar maior apelo junto ao público jovem.
A cabine segue linguagem minimalista e voltada à conectividade, centralizando funções em duas grandes telas e reduzindo ao mínimo botões físicos. Atrás do volante, o quadro de instrumentos tem 8,8 polegadas, enquanto a central multimídia é de 13,2 polegadas e promete aprendizado de uso para personalizar interações. A manopla do câmbio foi deslocada do console para uma alavanca na coluna de direção, liberando espaço no console onde foi colocado um botão de partida sob uma capa protetora vermelha, referência a soluções vindas da aviação de combate e popularizadas em modelos de superesportivos.
O espaço traseiro foi dimensionado com atenção e inclui saídas de ar-condicionado para os ocupantes do banco traseiro. Ainda não há confirmação de que todas as versões destinadas ao Brasil trarão pacote completo de assistência à condução (ADAS) e teto solar panorâmico, itens que a fabricante costuma reservar para as configurações topo de linha.
O conjunto mecânico apresentado na China e Europa é um híbrido pleno (HEV) com motor 1.5 turbo quatro cilindros de 143 cv, complementado por dois motores elétricos (um atuando como gerador), totalizando 224 cv e 30 kgfm de torque combinados. A transmissão prevê marcha única dedicada ao sistema elétrico e uma bateria de 1,83 kWh que recupera energia em frenagens, permitindo deslocamentos curtos ou partidas em modo elétrico sem recarga externa. Esse conjunto é o mesmo que equipa Omoda 5 e Jaecoo 5 no Brasil, com consumo combinado declarado de 19,0 km/l e autonomia de até 900 km com tanque cheio na Europa.
Para o mercado brasileiro, a estratégia prevista é posicionar o Omoda 4 entre os SUVs compactos de entrada, como Tera, Pulse e Kardian, com faixa de preço alvo entre R$ 130.000 e R$ 150.000, deixando distância para o Omoda 5, que parte de R$ 159.990. Para viabilizar esse posicionamento, as unidades para o Brasil deverão contar com motor tricilíndrico 1.0 turbo, inclusive com uma versão equipada com sistema híbrido pleno — combinação que ainda seria inédita no segmento.
Em função do volume de vendas esperado, a Omoda&Jaecoo negocia a compra da fábrica da Jaguar Land Rover em Itatiaia (RJ) e aguarda trâmites burocráticos junto ao governo local. O Omoda 4 terá sua apresentação europeia no Salão de Paris 2026 e seguirá como aposta da marca para ampliar sua presença no mercado brasileiro em 2027.


































