A Triumph apresentou na última terça-feira (27) a nova Tiger 1200 2027, a segunda de quatro novidades confirmadas para a linha do próximo ano. A big trail manteve o chassi e o motor de 1.160 cm³, mas recebeu pacote de atualizações que atuam em potência, suspensão, rodas e, sobretudo, eletrônica.
A família continua dividida em quatro versões: GT Pro, Rally Pro, GT Explorer e Rally Explorer. O três cilindros de 1.160 cm³ passou a entregar 158 cv a 9.250 rpm, ganho de oito cv em relação à configuração anterior. O torque máximo permanece em 13,3 kgfm a 6.750 rpm, embora a Triumph afirme que a entrega ficou mais consistente em baixas rotações.
Para atingir os 158 cv, o conjunto recebeu revisão de cabeçote, pistões, válvulas de admissão e escape e do sistema de injeção eletrônica. As relações das três primeiras marchas foram recalibradas com o objetivo de melhorar a resposta em baixa velocidade, área crítica para uma big trail no trânsito urbano e em trechos fora de estrada. O câmbio de seis marchas e a transmissão final por cardã também foram ajustados para trocas mais precisas, funcionamento mais silencioso e transições mais suaves entre acelerações e desacelerações.
A ciclística traz como principal novidade a suspensão semiativa Showa EERA HeightFlex, que estreia nessa configuração na Tiger 1200. Além de ajustar o amortecimento em três níveis (firme, médio e macio), o sistema reduz automaticamente a altura do assento em até 30 mm quando a moto para. Com o banco baixo opcional e os demais ajustes de altura, a Tiger 1200 alcança 790 mm de altura do assento parada com a função ativa.
A suspensão também faz nivelamento automático de pré-carga conforme o peso de piloto, passageiro e bagagem, e a moto passa a contar com Centre Stand Assist, que aumenta temporariamente a pré-carga para facilitar a posição no cavalete central mesmo com carga.
Todas as versões adotam roda dianteira de 19 polegadas e traseira de 17 polegadas, com 200 mm de curso nas duas pontas. GT Pro e GT Explorer usam rodas de liga leve; Rally Pro e Rally Explorer trazem rodas raiadas. Os freios Brembo Stylema foram mantidos.
O painel virou tela TFT sensível ao toque de sete polegadas em HD, com conexão sem fio a Apple CarPlay e Android Auto, novos comandos no guidão e compartimento ventilado com carregamento USB-C para celular. O farol de LED com projetor ganhou iluminação adaptativa em curvas.
A eletrônica se estendeu com radares dianteiro e traseiro desenvolvidos em parceria com a Bosch, que habilitam controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão frontal, assistente de frenagem de emergência, monitoramento de ponto cego e alerta de distância traseira, além de recursos para manter distâncias em grupos. Esses sistemas trabalham com ABS otimizado para curvas e controle de tração sensível à inclinação; dependendo da versão são até oito modos de pilotagem, incluindo Off-road Pro nas Rally.
As Explorer diferenciam-se pelo tanque de 30 litros (as Pro mantêm 20 litros), monitoramento de pressão dos pneus e proteções adicionais. Todos os assentos adotam espuma 10 mm mais espessa e seguem aquecidos para piloto e passageiro; as manoplas também têm aquecimento em três níveis.
Triumph já aceita pedidos em mercados internacionais, com preço inicial de 18.295 libras esterlinas para a GT Pro. As primeiras unidades chegam às concessionárias a partir de dezembro de 2026. Para o Brasil não há confirmação de preço, versões ou cronograma de lançamento; o país é um dos principais mercados da família Tiger, o que torna a chegada provável, mas, por enquanto, segue como expectativa.








