No Salão de Paris a Peugeot apresentou o RCZ Vision, cupê-conceito que antecipa a nova linguagem Feline Future. O protótipo combina desenho renovado, 500 cv e arquitetura elétrica com recarga ultrarrápida.
A Peugeot levou ao Salão de Paris o RCZ Vision, um cupê elétrico conceitual que antecipa o visual e as tecnologias dos próximos carros da marca. O protótipo entrega 500 cv e promete recarregar a bateria de 10% a 80% em dez minutos, combinando proposta estética com avanços em arquitetura elétrica.
O nome resgata o cupê RCZ, rival do Audi TT produzido entre 2009 e 2015 e que também foi vendido no Brasil. O conceito estreia a nova linguagem visual batizada de Feline Future, que traduz a identidade de desenho adotada pela marca. Os faróis mantêm as três garras, agora posicionadas na horizontal tanto na dianteira quanto na traseira. A carroceria privilegia laterais bem esculpidas e adota um teto de vidro em formato de bolha, reforçando a silhueta de cupê esportivo.
Na cabine, o destaque técnico é o volante Hypersquare, quase quadrado, que vai equipar o novo E-208 no ano que vem. O volante atua em um sistema de direção eletrônica steer-by-wire, sem ligação mecânica com as rodas. Em manobras, basta menos de uma volta para ir de um lado ao outro, e a direção passa a ficar mais lenta conforme a velocidade aumenta, priorizando conforto em cidade e estabilidade em velocidade.
O painel i-Cockpit foi redesenhado: o motorista escolhe as informações exibidas nas telas de micro LED e pode até desligar a tela central, reduzindo distrações. Segundo a Peugeot, o banco traseiro agora acomoda adultos, diferencial em relação ao RCZ original e mirando maior habitabilidade em um modelo de proporções compactas.
Em termos de arquitetura, o RCZ Vision usa a plataforma STLA One, da Stellantis, que estreia em 2027 no novo E-208 e também aceitará motores híbridos. No conceito, a plataforma aparece em versão mais avançada, com sistema elétrico de 1.000 volts e bateria de estado sólido com apenas 11 cm de altura, característica que ajuda a manter o teto baixo e a melhorar o centro de gravidade.
A autonomia anunciada é de 600 km, com consumo de 11,5 kWh a cada 100 km. A produção do cupê não foi confirmada. Mesmo assim, elementos como o visual, a plataforma, a direção eletrônica e o sistema de condução semiautônoma — que permite tirar as mãos do volante em algumas situações — serão usados em outros modelos da Stellantis. A Peugeot é uma das quatro marcas do grupo, ao lado de Jeep, Ram e Fiat, que vão concentrar 70% dos investimentos daqui em diante.










