Unidades chegaram ao Espírito Santo, com e sem camuflagem, e começam testes de rodagem. Batizado de 'G' (Genius), o Dolphin ficará entre elétricos de entrada e SUVs, mirando volume frente a híbridos leves.
O BYD Dolphin híbrido plug-in (PHEV) já está no Brasil e iniciará testes de rodagem no país. Unidades do hatch desembarcaram no Espírito Santo com e sem camuflagem, e o modelo está previsto para estrear no mercado nacional em 2027 já com tecnologia flex. A estratégia da marca é posicionar o hatch como elo entre os elétricos de acesso e a linha de SUVs, com foco em volume de vendas na faixa de preço onde enfrentará futuros lançamentos com sistemas híbridos leves da concorrência.
Batizado com a letra “G” — abreviação de “Genius” —, o Dolphin marca a estreia da quinta geração da arquitetura híbrida plug-in da marca, denominada DM 5.0. De acordo com o jornalista Jorge Moraes, o hatch híbrido poderá adotar a nomenclatura “Dolphin GT” no Brasil para se diferenciar das variantes elétricas puras.
Quando chegar às lojas brasileiras no próximo ano, o Dolphin unirá a motorização híbrida de nova geração à possibilidade de uso de etanol. Por conta da expectativa por grande volume de vendas, a produção do Dolphin híbrido ficará em Camaçari (BA). A unidade fabril está prestes a ampliar operações para processos de manufatura mais complexos — incluindo áreas de estamparia e pintura — e deixará de se limitar apenas à montagem com peças importadas. O BYD Atto 2 e a picape Mako serão os primeiros modelos fabricados ali.
O conjunto mecânico DM 5.0 prioriza a tração elétrica na maior parte do tempo, utilizando o motor 1.5 16V aspirado como gerador. A arquitetura entrega potência combinada de 176 cv na versão de entrada Active e chega a 212 cv nas configurações Boost, Comfort e Sport, mantendo torque máximo de 21,4 kgfm e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos. Esses dados referem-se à configuração europeia, movida apenas a gasolina e eletricidade.
O bloco 1.5 foi calibrado para alta taxa de compressão de 16:1 e recebeu bomba de óleo variável e sistema de refrigeração duplo. Na versão de entrada Active, o motor térmico rende até 95 cv e 12,2 kgfm; nas opções superiores a calibração prioriza ciclo de eficiência, entregando 70 cv e os mesmos 12,2 kgfm. O motor de tração principal é um elétrico síncrono de ímã permanente, capaz de produzir 163 cv e 21,4 kgfm por conta própria. Independentemente da faixa de potência combinada, todas as versões têm velocidade máxima limitada a 180 km/h.
A eficiência do sistema é favorecida pela integração dos três controladores eletrônicos em uma única peça, o que agiliza o processamento de comandos. A engenharia também reestruturou o gerenciamento térmico com resfriamento direto da bateria e controle inteligente da cabine, medidas que reduzem desperdício energético sob condições extremas de temperatura e aliviam a demanda sobre a bateria.
Em testes e homologações europeias, o Dolphin G apresenta consumo combinado WLTP de até 27,9 km/l nas versões de entrada e 26,6 km/l nas opções topo de linha, valores que variam conforme o peso do veículo. Com tanque cheio e bateria carregada, a autonomia declarada chega a 1.018 km na configuração básica e 1.040 km nas opções superiores; a autonomia apenas elétrica varia entre 40 km e 105 km conforme o equipamento e a versão.
Além das especificações técnicas, a chegada do Dolphin híbrido ao Brasil antecipa uma disputa acirrada no segmento de hatches e compactos premium, onde a adoção de soluções plug-in flex pode ser diferencial frente a propostas híbridas leves anunciadas por outros fabricantes. A comercialização está prevista para 2027, quando o modelo desembarcará nas concessionárias brasileiras.
















