A Toyota voltou a oferecer todas as versões do Corolla nas concessionárias após a transferência da produção para Sorocaba, encerrando meses de oferta reduzida. Enquanto isso, a rival BYD ampliou participação no segmento.
O Toyota Corolla voltou a ter a gama completa de versões disponível nas concessionárias brasileiras depois de um período de oferta restrita provocado pela transferência da linha de montagem. A normalização encerrou meses de disponibilidade reduzida que tinham sido resultantes da desativação da unidade de Indaiatuba (SP) e da passagem das operações para a planta de Sorocaba (SP). A retomada ocorreu no mês em que o sedã completou 60 anos, em meio à necessidade de defender a liderança de mercado.
A combinação da realocação da produção com os reflexos na cadeia — incluindo a unidade de motores de Porto Feliz, que foi reinaugurada recentemente após ter sido destruída por uma tempestade — derrubou temporariamente o ritmo de entregas do modelo. Em março, o Corolla registrou 2.899 emplacamentos, caindo para 855 unidades em agosto e 475 em setembro. Na primeira metade de outubro foram computados 164 registros, gerando filas de espera de até 90 dias nas versões híbridas.
Esse vácuo de estoque abriu espaço comercial para o avanço do BYD King, sedã híbrido plug-in (PHEV) lançado no país em 2024. O modelo chinês assumiu a liderança mensal do segmento durante a transição do rival, com 1.666 emplacamentos em setembro e 902 na primeira quinzena de outubro. Na época, a BYD fez provocações nas redes sociais, e a Toyota respondeu com a justificativa da mudança de endereço. No acumulado do ano até setembro, porém, o Corolla sustentou a ponta com mais de 16 mil unidades.
A transferência da produção para Sorocaba teve o objetivo declarado de unificar a montagem dos automóveis de passeio em uma única unidade industrial no Brasil, com a expectativa de reduzir custos operacionais, otimizar processos logísticos e liberar capacidade fabril para futuros lançamentos nacionais. Com a unidade de Indaiatuba desativada em junho após 28 anos de operação, o complexo de Sorocaba recebeu investimentos para produzir o sedã ao lado do Corolla Cross e do Yaris, integrando um plano de investimentos de R$ 11 bilhões anunciado até 2030.
Entre os projetos previstos está uma picape intermediária monobloco sobre a plataforma do SUV médio, que deverá concorrer com Fiat Toro e Ram Rampage entre 2027 e 2028. Para ganhar competitividade, o projeto tende a adotar as mesmas soluções híbridas flex do sedã nacional, com estudos também avaliando a aplicação de conjunto híbrido com recarga externa (PHEV) para a linha de utilitários.
No retorno das vendas, a linha nacional do Corolla ofereceu duas opções mecânicas: o motor quatro-cilindros 2.0 flex aspirado, de até 175 cv com câmbio CVT, e a motorização híbrida plena (HEV) de 122 cv combinados, que reúne o motor 1.8 flex a um propulsor elétrico. A configuração a combustão com injeção direta e indireta gera 175 cv com etanol e 167 cv com gasolina, sempre trabalhando com transmissão automática CVT que traz engrenagem mecânica de saída, solução adotada para melhorar as arrancadas urbanas sem prejudicar consumo em cruzeiro.








