Tudo levava a crer que o primeiro carro híbrido plug-in flex do mundo seria o Haval H6, por conta do sucesso e da produção nacional do modelo. Porém, a GWM manteve a surpresa e revelou que o Tank 300 ficou com o título, mesmo sem ser produzido no Brasil.
Para a estreia do modelo no mercado brasileiro, a marca manteve a configuração única, sem alterações de equipamentos e visual, com preço de R$ 342.000. Paralelamente, lançou a série limitada Terraforce, desenvolvida no Brasil e oferecida por R$ 350.000 em edição numerada de 300 unidades.
A linha Terraforce se baseia em personalizações que remetem a um visual mais extremo e será apresentada em outros modelos off-road da marca, como o futuro Tank 400. Entre os diferenciais estéticos está a pintura exclusiva Cinza Zenith, em acabamento fosco, disponível apenas para a série limitada.
Na dianteira, a grade é específica da série, com o nome Tank em destaque e a sigla GWM reduzida no canto, em acabamento preto brilhante. O conjunto óptico é full‑LED com acendimento automático dos fachos alto e baixo, e o conjunto de assistências inclui sensores de estacionamento e câmera que compõem o sistema de visão 360°.
De lado, a edição traz um badge no para‑lama e rodas com desenho off‑road e borda que simula beadlocks — elementos de segurança típicos de veículos de fora de estrada extremo —, mas que no Tank 300 Terraforce são apenas simulados. As rodas mantêm 18 polegadas e calçam pneus 265/60.
O SUV passa a medir 1,96 m de altura, ou 6 cm a mais que a versão comum, devido à esteira acoplada acima do rack de teto, pensada para expedições. A prancha suporta até 50 kg com o carro em movimento e 75 kg com o veículo parado.
Apesar das alterações estéticas, as principais capacidades off‑road do Tank 300 não mudam: altura em relação ao solo de 22,2 cm, capacidade de imersão de 70 cm, ângulo de ataque de 32° e ângulo de saída de 33°. O estribo lateral permanece como item de série.
Na traseira, a proteção do estepe ganhou grafismo da série Terraforce, e um logotipo no topo do vidro identifica a motorização híbrida flex batizada como HyBR‑Flex, com destaque para as letras BR em verde e amarelo.
O interior tem inspirações declaradas no Mercedes‑Benz Classe G e no Jeep Wrangler, com formato vertical do painel, elementos redondos e alça frontal para o passageiro. O acabamento mistura materiais, com topo do painel emborrachado e bancos e painéis com couro Nappa, enquanto a porção central do painel mescla plásticos rígidos. Há iluminação ambiente com múltiplas opções de cor.
A cabine traz duas telas de 12,3 polegadas — quadro de instrumentos com interface off‑road e central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio — além de atualização remota (Over‑the‑Air) e wi‑fi para até oito dispositivos conectados simultaneamente. Entre os equipamentos estão carregador por indução de 50 W com ventilação, ar‑condicionado digital de duas zonas, teto solar elétrico, aquecimento do volante, estacionamento autônomo, seis airbags, controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego e tráfego cruzado traseiro e leitura de placas de velocidade.
Os bancos dianteiros são elétricos com aquecimento, ventilação e massagem. Na versão flex convencional, a ventilação aparece apenas nos assentos e há seis modos de massagem; na série Terraforce, a ventilação também foi estendida aos encostos e o número de modos de massagem aumentou em dois. A lista ainda inclui o Auto Reverse, que refaz os últimos 50 metros percorridos em marcha ré com detecção de novos obstáculos, além de ACC com adaptação de velocidade em curvas e desvio inteligente de veículos grandes em ultrapassagens.
O espaço interno é adequado para ocupantes de estatura média, com o banco traseiro capaz de acomodar um passageiro central. A área central do assoalho não é pronunciada e o console não invade demais a área das pernas; este console abriga saídas de ar‑condicionado e outros comandos de conforto.
































































