O novo modelo da Honda chegou com foco na esportividade e variante mais agressiva, mas seu preço (R$ 26.880 a R$ 27.680) reacendeu o debate. Nas redes, comparações com Bajaj Dominar 400 e Royal Enfield Himalayan 450 ganharam força.
A Honda CB300F Twister 2027 chegou ao mercado há poucos meses com atualizações voltadas para a esportividade e ganhou até uma variante do tipo. Ainda assim, a discussão central permanece: o preço. O modelo parte de R$ 26.880 e vai até R$ 27.680, valores que se aproximam dos praticados por marcas indianas que ingressaram no mercado nos últimos anos e conquistaram a confiança de parte do público.
Nas redes, comparações entre a CB300F Twister e modelos como Bajaj Dominar 400 e Royal Enfield Himalayan 450 voltaram a circular, sobretudo por conta da proximidade de preço. As indianas são, em linhas gerais, maiores e trazem mais requintes, mas essas diferenças de porte e proposta implicam em compromissos distintos para o usuário. É fundamental lembrar que essas motos não são concorrentes diretas da Honda 300: a comparação nasceu do preço, não da proposta técnica e de uso. A rival mais próxima dentro da Royal Enfield seria a Guerrilla 450, irmã naked da Himalayan, e, mesmo assim, estaria um degrau acima com motor de 452 cm³ e preço a partir de R$ 28.990.
As adversárias mais próximas em termos de porte e vocação urbana são a Yamaha FZ25, de R$ 25.190, e a Bajaj Dominar 250, de R$ 23.800. Comprar uma moto envolve custo de aquisição, proposta de uso, manutenção, valor de revenda e conforto — fatores que nem sempre aparecem na etiqueta do preço inicial.
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Na prática, a japonesa está passando facilmente dos R$ 30 mil. A Tabela Fipe indica preço médio da CB300F Twister na versão standard zero km em R$ 30.233, atingindo R$ 31.373 na versão esportiva “S”. Em comparação, a Bajaj Dominar 400 e a Royal Enfield Himalayan 450 custam R$ 27.490 e R$ 29.990, respectivamente, com comercialização em condição de preço mais fixo.
Em ficha técnica, a diferença fica clara: pelo preço de uma 300 japonesa, o comprador encontra motocicletas com quase o dobro de potência. A Dominar 400 usa um monocilíndrico de 373,3 cm³, DOHC, refrigerado a líquido, com 40 cv a 8.800 rpm e 3,57 kgfm a 6.500 rpm. A Himalayan 450 tem o Sherpa 450, de 452 cm³, também DOHC e refrigerado a líquido, com 40,02 cv a 8.000 rpm e 4 kgfm a 5.500 rpm.
A CB300F Twister 2027 entrega 24,5 cv com gasolina e 24,7 cv com etanol a 7.500 rpm, além de 2,61 e 2,67 kgfm a 5.500 rpm, com um monocilíndrico OHC de 293,5 cm³ arrefecido a ar e óleo. Não houve ganho significativo de potência na linha 2027: o motor foi revisado para atender à segunda fase do Promot 5.
Em equipamentos, a Dominar 400 traz quatro modos de pilotagem — Rain, Road, Off-Road e Sport — enquanto a Himalayan 450 oferece painel TFT colorido de 4 polegadas com navegação por Google Maps e assento ajustável em duas alturas. A Honda responde com painel LCD e introduziu na Twister 2027 controle de tração HSTC com opção de desligamento, suspensão dianteira invertida Showa SFF-BP de 38 mm, sinalização de frenagem de emergência ESS, mesas de fixação do garfo em alumínio forjado, guidão 10 mm mais largo apoiado em coxins e ABS nas duas rodas em ambas as versões.
Um diferencial prático da Honda é o motor flex: Dominar 400 e Himalayan 450 rodam apenas com gasolina, o que pode pesar na escolha em mercados onde o etanol é usado rotineiramente.
No pós-venda, a comparação também favorece as indianas em custo total de revisões. A CB300F Twister faz a primeira revisão aos 1.000 km e depois segue de 6.000 em 6.000 km, chegando aos 24.000 km em cinco manutenções, resultando em custo acumulado de R$ 3.589,23 até esse limite. A Dominar 400 apresenta custo acumulado de R$ 3.280,74 e a Himalayan 450, R$ 3.246,38. Na métrica por mil quilômetros rodados o cenário é: R$ 149,55 na Honda, R$ 131,23 na Bajaj e R$ 129,85 na Royal Enfield.
Do ponto de vista de peças e serviços, a Twister tem duas revisões de valores elevados no meio do plano — R$ 1.150,30 e R$ 1.438,10 — enquanto a Bajaj distribui custos mais homogêneos sem ultrapassar R$ 800 por serviço. A Royal Enfield alterna manutenções de baixo custo de mão de obra com serviços que chegam a R$ 1.130,35. Em julho de 2026 a Royal Enfield reformulou o plano de revisões a preço fixo no Brasil: a primeira visita passou de 500 km ou 45 dias para 1.000 km ou seis meses, e o custo acumulado da plataforma 450 caiu 32%, uma redução de R$ 1.527,78.











