CPCA: nos primeiros 27 dias de setembro foram 827 mil vendas de 'novas energias', queda de 20% ante 2025. O recuo acelerou (era 9% até dia 20), enquanto o mercado total caiu 29%.
As vendas de veículos de “novas energias” — categoria que reúne carros elétricos e híbridos plug-in — caíram 20% nos primeiros 27 dias de setembro em relação ao mesmo período de 2025. Foram 827 mil unidades vendidas no varejo, segundo a Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA, na sigla em inglês).
A queda se aprofundou ao longo do mês: até o dia 20 o recuo era de 9%. Mesmo assim, os modelos eletrificados se saíram relativamente melhor que o mercado como um todo, que encolheu 29% no período, para 1,258 milhão de unidades.
Com esse desempenho, a participação dos veículos de novas energias nas vendas de carros de passeio ficou em 65,7% nos primeiros 27 dias de setembro, pouco abaixo dos 67,9% registrados até o dia 20. Na prática, quase dois em cada três carros novos vendidos na China são elétricos ou híbridos plug-in.
Segundo a CPCA, parte da queda pode ser explicada pela base de comparação elevada: em setembro do ano passado o fim de subsídios em algumas regiões provocou uma corrida às concessionárias e levou as vendas mensais a um recorde. A entidade também atribui parte do resultado à mudança de data do feriado do Festival do Meio do Outono.
Na quarta semana de setembro, a média diária de vendas de carros de passeio foi de cerca de 54 mil unidades, 42% a menos que um ano antes, aponta a CPCA. No acumulado de 2026, as vendas de carros de novas energias no varejo somam 7,5 milhões de unidades, queda de 13%. O mercado total recua 22%, para 12,97 milhões.
As vendas no atacado — que medem os carros enviados pelas fábricas às concessionárias e incluem exportações — também perderam ritmo: 1,032 milhão de unidades nos primeiros 27 dias do mês, queda de 11%. No ano, porém, o atacado de eletrificados ainda cresce 7%, para 10,81 milhões.
Para a CPCA, o tradicional “setembro dourado”, mês historicamente favorável a vendas na China, tem sido marcado pela disputa por uma demanda que não cresce. O pouco de procura nova se concentra nos eletrificados, enquanto os modelos a gasolina seguem perdendo espaço.
O cenário chinês contrasta com o observado no Brasil: setembro terá o maior volume de emplacamentos da história para o mês, e híbridos e elétricos somaram quase 62 mil unidades entre carros e comerciais leves, segundo a federação nacional de distribuidores. Esse volume é mais que o dobro do registrado um ano antes e equivale a cerca de 23% do segmento. A conta brasileira, entretanto, inclui híbridos convencionais, que ficam de fora da definição usada na China.





