Relançamento da picape no Brasil está previsto para início de 2027, com visual renovado e mais equipamentos. A linha diesel conviverá com uma inédita versão híbrida plug-in feita em parceria com a chinesa Dongfeng.
A Nissan vai relançar a Frontier a diesel no Brasil no início de 2027, segundo apurações. A picape que saiu de linha no país no fim de agosto voltará com reestilização visual, mais equipamentos e divisão de versões, e vai conviver com a nova Frontier híbrida plug-in desenvolvida em parceria com a chinesa Dongfeng.
Um site americano publicou informações que afirma ter obtido de executivos da própria Nissan durante visita à fábrica de Aguascalientes, no México, em 26 de setembro. De acordo com essa apuração, a fabricante reconhece que uma parcela significativa do mercado na América do Sul ainda demanda uma picape com motorização diesel, característica considerada especialmente importante no Brasil e na Argentina. Por isso, a Frontier a diesel produzida em Aguascalientes chegará primeiro ao Brasil e à Argentina, e só depois ao México e a outros mercados.
A decisão tem objetivo de preencher rapidamente a lacuna deixada pelo fim da produção na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina, encerrada no fim de 2025. O retorno da versão diesel terá o apoio de uma grande campanha de marketing, conforme informado pelos interlocutores, enquanto a fabricante ainda não anunciou oficialmente o lançamento no país.
Do ponto de vista técnico, a picape manterá a plataforma atual, mas adotará uma dianteira totalmente nova com a identidade visual mais recente da marca. A Frontier receberá mais recursos de tecnologia e passará a oferecer duas configurações para a suspensão traseira. As versões mais caras manterão a suspensão multilink que equipava a picape vendida até então no Brasil. Uma opção de entrada, orientada ao uso comercial e ao trabalho, terá eixo rígido com feixe de molas, solução mais simples e de menor custo.
O apurado não detalhou o conjunto mecânico da reestilizada. A versão que saiu de linha utilizava o motor 2.3 biturbo diesel com 190 cv e 45,9 kgfm, câmbio automático de sete marchas e tração 4×4, especificações que permanecem como referência até que a fabricante divulgue os dados oficiais.
Foi informado também que a picape produzida em parceria com a Mitsubishi e vendida como Triton não será oferecida pela Nissan no Brasil, medida que visa evitar competição interna dentro do grupo.
Quanto à alternativa eletrificada, a sucessora é a Frontier Pro, derivada da Dongfeng Z9 e produzida na China pela Zhengzhou Nissan. O conjunto híbrido plug-in supera 400 cv e anuncia autonomia somente elétrica de até 135 km segundo o ciclo chinês CLTC. Não há data definida para estreia dessa versão no mercado brasileiro.
A estratégia de oferecer simultaneamente uma diesel reestilizada e uma Frontier híbrida tem contexto nos números de mercado. A BYD Shark, principal picape eletrificada à venda no país, emplacou 373 unidades no primeiro semestre de 2026, segundo dados de associação nacional de concessionários. No mesmo período, a Toyota Hilux somou 26.736 unidades até julho de 2026, enquanto a Chevrolet S10 registrou 17.571 emplacamentos. A Ford deve trazer sua Ranger híbrida plug-in apenas em 2027.
A própria Frontier perdeu participação antes de sair de cena: foram 5.091 unidades emplacadas em 2025, queda de 45% ante 9.258 em 2024. De janeiro a julho de 2026, com estoques da versão argentina em retração, registraram-se 1.002 unidades.






