A Anfavea publicou carta aberta defendendo o encerramento de cotas de importação com alíquota zero. A entidade quer priorizar fábricas e P&D no país para fortalecer a indústria nacional.
A Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, divulgou uma carta aberta com um apelo voltado para a indústria automotiva brasileira. O documento destaca a importância de concentrar esforços no desenvolvimento de fábricas e em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil. A associação busca, assim, fortalecer a produção local e a competitividade do setor.
No contexto atual, a Anfavea argumenta que a continuidade das cotas de importação com alíquota zero e a isenção de tributos para kits de veículos prejudica a indústria nacional. A entidade defende que é necessário encerrar essas práticas para que as montadoras brasileiras possam prosperar em um ambiente mais equilibrado e justo.
No texto, a Anfavea ressalta que a indústria automotiva é um pilar fundamental para a economia do país, gerando empregos e contribuindo para a inovação tecnológica. A carta enfatiza a necessidade de um compromisso coletivo entre governo e setor privado para que o Brasil possa se posicionar de maneira competitiva no cenário global.
“Precisamos olhar para o futuro e garantir que nossas fábricas tenham as condições necessárias para produzir veículos de qualidade, além de investir em inovação”, afirma o presidente da Anfavea.
A Anfavea acredita que, com um enfoque renovado na produção interna e no desenvolvimento de novas tecnologias, o Brasil pode se tornar um líder no setor automotivo. A carta aberta é um chamado à ação para todos os stakeholders envolvidos, incluindo legisladores, montadoras e consumidores, a se unirem em prol do fortalecimento da indústria nacional.
Em um momento em que o mercado automotivo enfrenta desafios globais, como a transição para veículos elétricos e a crescente demanda por soluções sustentáveis, a Anfavea reforça a urgência de investimentos em infraestrutura e capacitação técnica. A carta aberta é parte de uma estratégia mais ampla para reposicionar o Brasil como um centro de excelência na fabricação de veículos.





