A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) intensifica suas ações contra o marketing de emboscada durante a Copa do Mundo de 2026. A medida ganhou relevância após uma campanha promocional da 99Food utilizar o nome do atacante Endrick, que não tinha nenhum vínculo oficial com a entidade ou com o atleta.
No dia 19 de junho, a plataforma anunciou a distribuição de cupons de R$ 99 para clientes cujos pedidos fossem entregues por profissionais com o nome Endrick ou variações como Hendrick e Endryck. Essa ação coincidiu com a expectativa da torcida pela participação do jogador na partida contra o Haiti, onde Endrick entrou em campo no segundo tempo.
A CBF, após receber uma notificação extrajudicial, exigiu a retirada da campanha do ar, destacando que a seleção brasileira tem como patrocinadora oficial a iFood, concorrente direta da 99Food.
A entidade também notificou outras empresas que competem com seus patrocinadores oficiais. Marcas como Nissan, BYD, Bradesco e Nubank foram avisadas após publicarem conteúdos nas redes sociais que, segundo a CBF, poderiam ser interpretados como alusões à seleção ou seus jogadores. No setor automotivo, a Volkswagen é a parceira oficial da seleção, enquanto o Itaú ocupa essa posição no segmento bancário.
O objetivo da CBF é preservar os contratos comerciais firmados para o ciclo da Copa do Mundo e garantir exclusividade às empresas que investem oficialmente no patrocínio da seleção brasileira. Durante o próximo jogo, marcado para quarta-feira (24) contra a Escócia, às 19h no Estádio Hard Rock, em Miami, nos Estados Unidos, os departamentos jurídico e de marketing da CBF devem aumentar a vigilância sobre campanhas e ações promocionais que possam ser prejudiciais aos patrocinadores oficiais da equipe nacional.
A seleção, que busca um bom desempenho na fase de grupos, entra em campo em um momento em que a proteção aos seus parceiros comerciais se torna cada vez mais crucial.





