A Ferrari apresentou seu primeiro sedã totalmente elétrico, o Luce, em Roma no final de maio de 2026, e imediatamente dividiu opiniões entre os entusiastas da marca. O modelo, que chegou ao mercado chinês com um preço aproximado de R$ 3,04 milhões (3.988.000 iuanes ou US$ 586,6 mil), teve todas as 88 unidades destinadas ao país esgotadas rapidamente, desafiando as críticas que cercaram sua estreia mundial.
A proposta do Luce como um Gran Turismo elétrico de cinco lugares, que combina o uso diário com o prestígio do emblema da marca, parece ter conquistado o público de altíssimo poder aquisitivo, mesmo diante de concorrentes locais mais baratos e com desempenho superior. O presidente-executivo da Ferrari, Benedetto Vigna, já havia previsto uma forte demanda para o modelo, e o esgotamento das unidades confirma essa expectativa.
Embora a estreia do Luce tenha gerado reações mistas, com parte dos fãs da marca criticando seu design mais discreto e o conceito voltado para o cotidiano, a marca italiana manteve sua estratégia. A queda temporária nas ações da Ferrari logo após a apresentação indicou um abalo na confiança dos investidores, mas isso não impediu que o modelo se tornasse um símbolo de status entre os consumidores chineses.
Por outro lado, no aspecto técnico, o Luce enfrenta uma dura concorrência de modelos como o BYD Yangwang U9, que, com um preço em torno da metade do valor do sedã italiano, oferece maior potência e velocidade de recarga. O GAC Hyptec SSR, por sua vez, parte de 1.286.000 iuanes (cerca de US$ 189,2 mil) e possui uma versão que acelera de 0 a 100 km/h em apenas 1,9 segundo. No entanto, a Ferrari aposta na exclusividade e no prestígio que seu nome proporciona, atraindo um público que valoriza mais o status do que as especificações técnicas.
O Luce é equipado com quatro motores elétricos, um em cada roda, totalizando 1.050 cv de potência. Apesar de seu peso de 2.260 kg, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e alcança uma velocidade máxima superior a 310 km/h, além de oferecer uma autonomia de mais de 530 km. A bateria de 122 kWh, desenvolvida em Maranello, opera em uma arquitetura de 800 volts, permitindo recargas de até 350 kW.






