Projetado por Gordon Murray, o McLaren F1 é referência entre superesportivos pela leveza e prazer de dirigir. Após resistência inicial, ganhou versão de corrida para a BPR Global GT Series e virou item cobiçado.
O McLaren F1 é amplamente reconhecido como um dos superesportivos mais icônicos da era moderna. Concebido por Gordon Murray, o modelo foi projetado para ser uma experiência de condução prazerosa e leve, refletindo o conceito de um carro perfeito. Embora inicialmente não houvesse planos para desenvolver uma versão de corrida, a introdução da BPR Global GT Series se mostrou uma oportunidade ideal para o McLaren F1, que se destacou na categoria de endurance voltada para superesportivos de produção.
Após considerável resistência, Gordon Murray finalmente aceitou a ideia de criar uma versão de corrida do F1. Assim, em 1995, o McLaren F1 GTR foi revelado, apresentando um pacote aerodinâmico mais agressivo, melhorias significativas no sistema de arrefecimento, um interior aliviado e um restritor que limitava a potência do motor V12 a 600 cv.
Em 1997, o modelo passou por um redesenho, resultando em uma traseira mais longa e a adoção de um câmbio sequencial, mantendo apenas o monocoque compartilhado com a versão de rua. No total, foram produzidas 28 unidades do McLaren F1 GTR, distribuídas em três anos: nove em 1995, nove em 1996 e dez em 1997, sendo essas últimas as versões de traseira longa.
Atualmente, uma dessas unidades, a de chassi número 10R, está disponível para venda pela casa de leilões RM Sotheby’s. Essa unidade específica participou da pré-classificação das 24 Horas de Le Mans de 1996, embora não tenha competido na corrida. Posteriormente, foi convertida para uso nas ruas e adquirida por Nick Mason, o renomado baterista da banda Pink Floyd.
Embora tenha sido adaptado para a condução urbana, o interior do veículo ainda mantém elementos de corrida. O carro é notório por sua pintura vermelha, com o “GTR” em amarelo e rodas também na mesma cor, tornando-o facilmente reconhecível. Nick Mason é conhecido por sua paixão por carros esportivos, tendo competido em diversas corridas, incluindo as 24 Horas de Le Mans, e possuindo em sua coleção modelos como Ferrari 250 GTO, Jaguar D-Type, Bugatti Tipo 35 e Bentley 4½ Litre.
O McLaren F1 GTR que está à venda já registrou dois acidentes, sendo o primeiro em 2009, quando um jornalista estava ao volante, e o segundo em 2017, quando Nick Mason se envolveu em um incidente em Goodwood. O veículo passou por uma restauração completa realizada pela Lanzante, uma empresa especializada no modelo McLaren F1. Mesmo com esses dois episódios, a expectativa é que o carro seja arrematado por cerca de US$ 35 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 179,43 milhões em conversão direta.








