O SUV lançado em junho no Brasil estreia no Salão de Chengdu com traços menos robustos e acabamento mais luxuoso. A versão híbrida entrega potência combinada de 782 cv e ganha nova assinatura luminosa frontal.
Lançado em junho no Brasil, o Jetour T2 já está de cara nova. O SUV com apelo off‑road renovado foi apresentado no Salão do Automóvel de Chengdu, na China, mantendo a proposta geral do projeto, porém com desenho menos voltado à robustez e com linhas mais voltadas ao luxo.
Na dianteira, a mudança é visível: os faróis retangulares com quatro pontos de LED e a grade que destacava o nome da marca foram substituídos por uma assinatura luminosa redonda. O nome Jetour deixou a grade e agora está localizado no capô. O para‑choque também foi redesenhado e apresenta visual consideravelmente menos parrudo, com uma grande abertura de ar na parte inferior.
As caixas de rodas seguem marcadas, mas, ao menos na versão mostrada em Chengdu, perderam a pintura em contraste com a carroceria, passando a adotar a mesma cor do restante do veículo. Visto de lado, os estribos laterais receberam acabamento cromado e as rodas adotaram desenho de cinco raios duplos.
A traseira sofreu intervenções mais sutis, porém com solução prática: a capa do estepe — que fica pendurada na tampa do porta‑malas — foi redesenhada para funcionar como compartimento de armazenamento dos cabos do sistema de recarga da motorização híbrida plug‑in. O brake light também foi revisado, tornando‑se um elemento único, ao contrário da configuração anterior, que trazia duas unidades.
No habitáculo, o T2 incorporou o volante do G700, SUV apresentado durante o Festival Interlagos. A alavanca de câmbio foi transferida para a coluna de direção, liberando espaço no console central. O acabamento interno foi revisto, com superfícies acolchoadas, e os bancos dianteiros passaram a oferecer oito pontos de massagem.
Além das mudanças estéticas e de ergonomia, a reestilização ampliou as opções mecânicas. Enquanto o modelo vendido no Brasil tem motor 1.5 turbo e entrega 320 cv, a aposta apresentada em Chengdu eleva o patamar: combinação com três motores elétricos associados ao 1.5 turbo resulta em 782 cv e 85,1 kgfm de torque. A autonomia em modo apenas elétrico é de 245 km e o alcance combinado chega a 1.400 km.
Também haverá versões a combustão no mercado chinês. Nessas configurações, a marca substituiu o 1.5 turbo por um motor 2.0 turbo, sem detalhar potência e torque, e adotou um câmbio automático de oito marchas.








