A Amarok foi flagrada em Taubaté (SP) em foto do leitor Lucas Nascimento que mostra três visores no painel. O terceiro display parece voltado ao passageiro, em solução já vista na van Mifa 7 da chinesa SAIC.
A nova geração da Volkswagen Amarok segue rodando em testes pelo Brasil e agora foi flagrada na cidade de Taubaté (SP). A imagem, enviada pelo leitor Lucas Nascimento, indica que a picape apostará em uma cabine com três telas no painel, uma solução que amplia a centralidade da eletrônica na cabine.
O registro indica que o terceiro visor será dedicado ao passageiro, replicando a arquitetura eletrônica já vista na van Mifa 7, produzida pela chinesa SAIC, que fornece a base para a nova picape. Outra foto mostra o interior com panos cobrindo todo o painel dianteiro e fazendo um vinco na ponta em frente ao passageiro, reforçando a presença do terceiro display.
Segundo os elementos observados nas imagens, a terceira tela apresenta uma pequena divisão preta que a afasta visualmente da tela central. Será uma mudança feita especificamente para a Amarok e que não existe na Maxus Interstellar X, na qual a picape da Volkswagen será baseada. A tecnologia existe dentro da Maxus, embora não seja utilizada em caminhonetes da marca, ficando restrita a algumas minivans como a G70 e a Mifa 7.
O flagra também mostra o volante, confirmando que será igual ao da picape chinesa. O componente é muito diferente do estilo usado em outros veículos da Volkswagen, com controles físicos grandes para o sistema de som e para o controle de cruzeiro adaptativo. Também é possível notar alguns botões embaixo da central multimídia, que servirão para ajustar o ar-condicionado.
Adotar três displays fará com que a nova Amarok posicione-se de forma distinta no mercado, apontando para uma picape mais equipada e com impressão de maior modernidade, aproximando-se de rivais que já oferecem quadro de instrumentos digital e centrais multimídia amplas, como Chevrolet S10 e Ford Ranger. Montadoras chinesas também têm apostado em telas grandes em picapes e SUVs, casos da BYD Shark e da GWM Poer.
Desde que anunciou o desenvolvimento de uma nova geração exclusiva para a América Latina, a Volkswagen dizia que a picape teria identidade própria. O desenho final ficou a cargo do centro de design brasileiro chefiado por José Carlos Pavone, mesmo responsável pelas linhas do Nivus e do Tera. O conjunto frontal contará com faróis duplos e uma barra iluminada interligando os projetores.
A fabricante afirma também que a nova caminhonete passou por um desenvolvimento técnico local. Segundo o chairman executivo da marca para a América do Sul, Alexander Seitz, 50% dos componentes foram projetados no Brasil. O executivo assegura que a estamparia final e os motores não serão importados do mercado chinês.
A plataforma adotada permite um porte superior ao do segmento médio tradicional. Se mantiver as proporções exatas da Maxus Interstellar X, a caminhonete medirá 5,55 m de comprimento. A medida representa um ganho considerável de 30 cm em relação à Amarok vendida hoje, e com isso o projeto tentará encontrar um espaço comercial entre as picapes médias e as gigantes do mercado.
Na motorização, a fabricante estuda manter o conhecido motor V6 3.0 turbodiesel, que precisará receber uma calibração inédita para cumprir as rígidas regras de emissões que entram em vigor em 2027. O fôlego adicional para a sobrevida do modelo, no entanto, virá das configurações eletrificadas: a plataforma suporta variantes do tipo híbrido leve, híbrido pleno ou híbrido plug-in, com calibração voltada para tecnologia flex.
A estreia comercial acontece apenas em 2027, com produção confirmada para a fábrica de General Pacheco, na Argentina. A viabilização da linha de montagem exigiu um investimento de US$ 580 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões em conversão direta) no complexo industrial vizinho, que abastecerá o mercado brasileiro.
Com a chegada do novo modelo, a geração atual não deve sair das concessionárias de imediato. A marca avalia manter a caminhonete antiga em linha por um período extra, tanto para oferecer uma opção de menor custo quanto para aproveitar a capacidade de produção da fábrica argentina. Há também a expectativa pelo lançamento de um SUV baseado na Amarok, que estaria aguardando a aprovação da matriz.








