Renault volta ao segmento de picapes com a Niagara, derivada do Boreal e voltada ao mercado latino. Produzida na plataforma RGMP em Santa Isabel (Argentina), terá motor flex, tração 4×4 e estreia em novembro.
A Renault retorna ao segmento de picapes compactas com a Niagara, derivada do SUV médio Boreal e com chegada às lojas prevista para novembro. A marca havia criado essa categoria em 2015 com a Oroch, mas foi ofuscada pela Fiat Toro; a Niagara nasce como a primeira concorrente direta à Toro, com foco no mercado latino-americano, especialmente Brasil, Argentina e Colômbia.
A Niagara será produzida sobre a plataforma RGMP e será o primeiro produto dessa nova fase a ser feito na fábrica de Santa Isabel, na Argentina, que hoje produz apenas o furgão Kangoo. O design mantém afinidade com o Boreal, mas adota linhas mais agressivas: grade dianteira em preto com a assinatura “Renault” por extenso, coluna C inclinada que integra a caçamba à cabine e um santantônio robusto e funcional.
Em dimensões, a picape ficará em patamar próximo ao da Toro: 4,94 m de comprimento nas versões 4×4 e 4,91 m nas 4×2; entre-eixos de 2,96 m; largura de 1,83 m e altura de 1,72 m. A caçamba terá 938 litros de volume e capacidade para 654 kg, com medidas internas de 1,03 m de largura por 61 cm de altura. No interior da caçamba existem oito ganchos para amarração e uma tomada de 12 volts.
Serão quatro versões, com a de entrada oferecendo câmbio manual e a topo de linha Outsider sendo a única com tração 4×4. A Renault confirmou que futuramente haverá opções híbridas e garantiu que não se tratará de um sistema híbrido leve, mas de um conjunto mais robusto. Para a motorização, a Niagara terá o motor 1.3 turbo TCe — já utilizado no Duster e no Boreal — com calibração que entregará 160 cv e 27,5 kgfm. As caixas previstas são manual e automatizada de dupla embreagem úmida, ambas de seis marchas.
A suspensão traseira será do tipo multilink, buscando oferecer o conforto de um SUV, segundo a montadora, e os freios serão a discos nas quatro rodas. O vão livre do solo será de 22,3 cm nas versões 4×2 e 23,3 cm nas 4×4; os ângulos de entrada e saída aparecem na casa de 22° a 23°, dependendo da versão. A tração integral contará com seletor de terrenos e permitirá bloqueio de torque 50/50 entre os eixos.
O interior seguirá a arquitetura do Boreal, com quadro de 10,2″ e central multimídia de 10,1″ integrados; nos modelos com dupla embreagem haverá seletor do tipo joystick. Haverá compartimento de 36 litros atrás do banco traseiro e acabamento com materiais macios ao toque. Equipamentos anunciados incluem carregador por indução, faróis full-LED, iluminação ambiente com 48 cores, banco do motorista com regulagem elétrica, câmera 360° e assistências como controle de cruzeiro adaptativo com stop & go, assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma com detecção de pedestres, monitor de ponto cego, leitor de placas, alerta de tráfego cruzado traseiro, sensor de fadiga e seis airbags.
Detalhes sobre preços e lista de equipamentos para o Brasil não foram informados formalmente, mas espera-se que a Nissan seja posicionada na faixa dos R$ 150 mil a R$ 200 mil, equivalente às versões flex da rival. A Renault apresentará a Niagara ao mercado brasileiro em novembro, quando será possível verificar na prática se o conjunto entrega o desempenho e o conforto prometidos.


















