A Nissan confirmou que a Frontier retorna ao país no início de 2027 em duas versões: diesel do México e inédita plug-in da China. A picape saiu do mercado após esgotarem estoques da produção em Córdoba.
A Nissan anunciou que a Frontier voltará ao mercado brasileiro no início de 2027 em duas configurações distintas: uma versão a diesel produzida no México e uma inédita variante híbrida plug-in fabricada na China. A picape média havia deixado de ser vendida no Brasil em agosto, após esgotar estoques da produção em Córdoba, na Argentina, até o fim de 2025. O relançamento dependerá agora de unidades importadas do México e da China.
A estratégia da marca priorizará a chegada da versão a diesel, fabricada em Aguascalientes (México), justamente por atender a uma base de clientes sul-americanos voltada ao agronegócio e a usos severos, que continua demandando motores diesel confiáveis e de manutenção previsível. A oferta mexicana vai anteceder o lançamento em outros mercados, incluindo a Argentina.
Em termos de projeto, a Nissan optou por uma reestilização profunda da atual geração a diesel, mantendo a arquitetura de base em vez de lançar uma nova geração. A dianteira adotará a identidade visual mais recente da marca, enquanto a alteração técnica mais relevante será a oferta de duas arquiteturas de suspensão traseira para separar as versões de trabalho das de lazer.
As versões mais equipadas manterão eixo rígido 5-link com molas helicoidais, com foco em conforto de rodagem e estabilidade. Nas versões de entrada, a montadora adotará um eixo rígido tradicional com feixes de molas semielípticas para privilegiar a capacidade de carga. O conjunto mecânico da variante diesel deve seguir com o motor quatro cilindros 2.3 biturbo, de 190 cv e 45,9 kgfm de torque, associado a um câmbio automático de sete marchas.
No topo da linha estará a Frontier Pro, versão híbrida plug-in desenvolvida em parceria com a chinesa Dongfeng e produzida na China. O projeto, derivado da Dongfeng Z9, combina um motor 1.5 turbo com um motor elétrico dianteiro e rende ao todo 434 cv e 81,57 kgfm. O câmbio é um automático DHT de quatro marchas e a configuração oferece tração 4X4 com reduzida. A autonomia elétrica anunciada é de 135 km pelo ciclo CLTC da China, número que deverá ser menor nos testes locais no Brasil, cujos ensaios já começaram. O lançamento da Frontier Pro acontecerá após as versões a diesel.
A Frontier Pro também difere em dimensões: enquanto a versão a diesel mede 5,26 m de comprimento e entre-eixos de 3,15 m, a variante chinesa chega a 5,52 m de comprimento e 3,30 m de entre-eixos. A coexistência das duas frentes — diesel tradicional e picape eletrificada de origem chinesa — busca atender movimentações distintas do mercado, incluindo a concorrência com modelos eletrificados como a BYD Shark (373 unidades emplacadas no 1.º semestre de 2026) e a futura Ranger híbrida plug-in.
Do ponto de vista estratégico, a aliança global com a Mitsubishi determinou que a nova geração de picape baseada na Triton não será vendida no Brasil. A decisão evita concorrência interna entre as marcas do grupo e consolida a linha mexicana atualizada como a principal aposta de volume da Nissan para os próximos anos.









