O mercado registrou 509.686 emplacamentos em setembro, alta de 8,3% sobre 2025 e 1,2% ante agosto. No acumulado, as vendas somam 4,23 milhões, avanço de 14,4% e o segundo melhor resultado até setembro.
O mercado brasileiro de veículos novos teve em setembro o melhor resultado para o mês em toda a série histórica da Fenabrave, com 509.686 emplacamentos que somaram automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários. O volume representou alta de 8,3% sobre setembro de 2025 e foi 1,2% superior ao registrado em agosto.
No acumulado do ano, as vendas chegaram a 4,23 milhões de unidades, alta de 14,4%. Esse desempenho configurou o segundo melhor resultado para os nove primeiros meses do ano, atrás apenas de 2011.
Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, a demanda seguiu aquecida mesmo com o crédito ainda restrito, impulsionada pela concorrência entre as marcas e por programas de estímulo como o Move Brasil e o Carro Sustentável.
Desempenho por segmento
- 216.366 automóveis — foram o principal motor da alta, com crescimento de 21,2% sobre setembro do ano anterior.
- 268.721 automóveis somados a comerciais leves — total de emplacamentos para as duas categorias.
- Os eletrificados (híbridos e elétricos) registraram quase 62 mil unidades entre carros e comerciais leves em setembro, mais que o dobro do apurado um ano antes; no acumulado de 2026 somam 433 mil unidades.
Modelos mais vendidos em setembro
- 16.002 — Fiat Strada
- 11.095 — Volkswagen Polo
- 9.385 — BYD Dolphin Mini (elétrico)
Apesar do resultado geral positivo, nem todos os segmentos acompanharam o ritmo. Os comerciais leves recuaram 0,9% na comparação anual e as motos ficaram praticamente estáveis, com leve queda de 0,4%. A categoria de elétricos teve retração de 18% em relação a agosto.
Entre os pesados, caminhões e ônibus cresceram em setembro, mas permaneciam com queda no acumulado do ano, de 3,9% e 1,7%, respectivamente. Os implementos rodoviários, como reboques e semirreboques, avançaram 14,8%.
A Fenabrave manteve suas projeções para 2026 e disse que pode revisá-las em novembro, após o resultado de outubro.





