Em 2025 foram financiados 7,3 milhões de veículos no país, alta de 2% sobre 2024 e o melhor resultado desde 2011. Carros usados lideram, com 4,6 milhões; modelos novos somam 2,6 milhões.
No Brasil, o financiamento de veículos alcançou um novo patamar em 2025, totalizando 7,3 milhões de unidades, segundo dados da B3. Este volume representa um crescimento de 2% em comparação a 2024, marcando o melhor resultado anual desde 2011. Os financiamentos de carros usados foram os mais significativos, com 4,6 milhões de unidades, enquanto os modelos novos totalizaram 2,6 milhões.
Financiar um veículo é uma decisão que exige cautela e planejamento. Os consumidores frequentemente se deparam com questionamentos como: qual é a melhor taxa de juros? Qual a diferença real entre financiar um carro novo e um seminovo? Quais pontos merecem mais atenção?
Para ilustrar essas questões, foram feitas simulações de financiamento de dois modelos de VW Polo: um seminovo de locadora e um zero-km adquirido em concessionária. Ambas as simulações consideraram uma entrada de 60% do valor total e o restante parcelado em 60 meses.
A taxa de juros aplicada para o seminovo foi de 3,11%, enquanto o financiamento do carro zero-km teve uma taxa mais vantajosa de 1,97%. Essas informações foram obtidas através do site da Movida Seminovos e da “Calculadora do Cidadão” do Banco Central.
Embora as parcelas e o valor final apresentem diferenças proporcionais relativamente pequenas, o financiamento do zero-km se mostra mais atrativo. O seminovo, apesar de ser mais barato à vista, pode resultar em um custo maior ao longo do financiamento devido à taxa de juros mais alta. Além disso, o consumidor deve considerar possíveis despesas adicionais, como manutenção e troca de peças.
“O financiamento de banco de montadora acaba sendo um pouco mais barato porque tem juros subsidiados. Em bancos mais nichados, o financiamento de veículos mais antigos costuma ter juros mais altos”, destacou uma especialista do setor.
Os dados do Banco Central indicam que a taxa média de juros para financiamento de veículos está em 1,97% ao mês e 26% ao ano, com máximas chegando a 3,28% ao mês e 47,23% ao ano, em janeiro de 2026.
Outro fator relevante é a análise de crédito do tomador do empréstimo, conhecido como score. Dependendo desse score e do estado do veículo, as instituições financeiras podem exigir um valor maior de entrada ou até mesmo negar o financiamento.
A diretora da Acrefi também ressalta que, historicamente, o parcelamento de veículos sem entrada foi comum antes da crise de 2008, mas atualmente a prática mais comum é exigir entre 20% e 30% de entrada, com prazos de até 70 meses para quitação.
Ao considerar o financiamento de um carro, é importante observar aspectos como a reputação da loja, a taxa de juros e o custo total da operação para garantir que a compra seja viável financeiramente.







