Fabio Paiva percorre 101 km entre Indaiatuba e a Editora Abril e conta sua rotina no BYD Dolphin. A 120 km/h o consumo passa de 18 kWh/100 km e o carro chega com ~50%, exigindo recarga até 70% antes do retorno.
O editor de arte Fabio Paiva conhece de cor os 101 km que percorre entre sua casa, em Indaiatuba (SP), e a Editora Abril na capital e tem uma rotina definida para viajar com o BYD Dolphin sem precisar parar para recarregar na ida e volta.
Segundo ele, rodar a 120 km/h — limite da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) — garante chegada mais rápida, mas o consumo médio pode ultrapassar 18 kWh/100 km e o Dolphin entra em São Paulo com 50% de carga. Nessa situação, ele costuma fazer uma recarga para deixar a bateria em pelo menos 70% antes de retornar.
“Se eu vou a 120 km/h cravado, que é o limite da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), eu chego bem mais rápido, mas o consumo médio pode ultrapassar os 18 kWh/100 km e o carro entra em São Paulo com 50% de carga”
Como alternativa, ele opta por viajar a 100 km/h, com piloto automático para evitar acelerar por instinto. Nesse ritmo, o Dolphin chega na Editora Abril com cerca de 65% de bateria e, se o retorno é feito no mesmo ritmo, o mostrador ainda exibe 20% de carga quando chega em casa. A recarga residencial é feita com energia solar, o que elimina a necessidade de alterar a rotina para carregar o veículo.
“O que eu tenho feito é viajar a 100 km/h, com o piloto automático ligado para eu não acelerar por instinto. Nesse ritmo eu não preciso ficar reduzindo e voltando a acelerar por causa de carros mais lentos à frente, e assim o Dolphin chega na Abril com 65% de bateria. Se volto no mesmo ritmo, o mostrador ainda exibe 20% de carga quando chego em casa”
Na prática, a economia de energia compensa o tempo extra na estrada. Segundo o relato, a 120 km/h a viagem dura 50 minutos; a 100 km/h leva exatamente uma hora, sem trânsito. São 20 minutos a mais no total, ida e volta, para evitar deslocamento até um carregador rápido e uma parada de aproximadamente 20 minutos para recuperar 20% de bateria.
Em trajetos mais longos, reduzir a velocidade pode ser determinante para programar paradas em carregadores mais potentes ou em postos mais convenientes. O princípio vale também para veículos a combustão: reduzir a velocidade tende a aumentar a autonomia com um tanque.
BYD Dolphin — 47.218 km
- Versão: GS 180 EV
- Motor: elétrico, dianteiro, transversal, síncrono, 95 cv, 18,4 kgfm
- Câmbio: automático, 1 marcha, tração dianteira
- Revisões: até 100.000 km: grátis
- Seguro: R$ 1.570
- Consumo (no mês): 5,7 km/kWh, com 44,5% de rodagem na cidade
- Consumo (desde jan/24): 6,2 km/kWh, com 48% de rodagem na cidade
- Carregamento e gastos: 454,9 kWh, 15h15min, R$ 493,57
O relato destaca a importância de ajustar o estilo de condução ao perfil das viagens e da infraestrutura disponível: para deslocamentos regulares de cerca de 100 km, controlar a velocidade e usar piloto automático pode reduzir a necessidade de paradas em carregadores públicos e, quando existe geração própria de energia, eliminar custos de recarga fora de casa.





