Golpistas simulam cobranças do pedágio eletrônico com sites falsos, anúncios e mensagens que pedem Pix para evitar multas. Saiba identificar cobranças legítimas, não pagar por pressão e denunciar ao banco e à polícia.
Golpistas vêm ampliando fraudes relacionadas ao pedágio eletrônico (free flow) no Brasil e em outros países, criando sites falsos, enviando mensagens e veiculando anúncios patrocinados que simulam cobranças do sistema sem cancelas. O golpe se vale da solicitação da placa do veículo para simular uma tarifa e usa cobranças de baixo valor para reduzir a desconfiança do motorista.
O método normalmente exige pagamento por Pix para contas de intermediários (conhecidos como laranjas) e usa mensagens que sugerem pressa sob ameaça de multa. Para reduzir o risco de fraudes, o motorista deve pagar o pedágio eletrônico somente pelos canais oficiais: os sites oficiais das concessionárias, do governo paulista, um site confiável ou pelo aplicativo CNH do Brasil.
É preciso desconfiar de links recebidos por WhatsApp, SMS, e-mail ou de anúncios patrocinados que aparecem no topo dos resultados de busca. Pagamento oficial de pedágio nunca é feito para CPFs de pessoas físicas; cobranças oficiais são processadas por empresas ou órgãos responsáveis pela arrecadação.
Se sofreu prejuízo por ter transferido dinheiro a golpistas, entre em contato com o banco e solicite o Mecanismo Especial de Devolução para tentar reaver o valor enviado via Pix. Também é recomendado registrar a ocorrência na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil para ter comprovação formal do crime e facilitar investigações.
O valor enviado a golpistas não quita o pedágio: o condutor continuará responsável por regularizar a passagem, sob pena de multa de R$ 195,23, classificada como infração grave, e acréscimo de 5 pontos na CNH. Essas consequências administrativas permanecem enquanto a tarifa não for efetivamente paga pelo canal oficial.
O que é pedágio free flow (Pedágio Eletrônico)
O pedágio free flow, rebatizado oficialmente pelo Contran como Pedágio Eletrônico, é um sistema de cobrança automática que elimina praças, cabines e cancelas físicas nas rodovias. A proposta central do sistema é agilizar o tráfego e evitar filas, permitindo que o motorista siga viagem sem precisar parar para efetuar o pagamento.
Formas de identificação
- Com tag: para veículos com etiqueta eletrônica (tag) colada no para-brisa, a leitura é automática pelos sensores dos pórticos e o valor é debitado na conta do motorista junto à operadora contratada.
- Sem tag (pela placa): câmeras de alta resolução fotografam a placa do veículo e, nesse caso, o motorista deve buscar ativamente os meios de pagamento para quitar a tarifa posteriormente.
No lugar das cabines, são instalados pórticos com câmeras, sensores e radares sobre a pista, que captam leitura de tags e imagens das placas. A ausência de parada física é um dos fatores que favorecem a criação de golpes digitais, pois a cobrança posterior depende da ação do proprietário para regularizar o pagamento.
Em termos práticos, a recomendação é adotar rotinas de verificação: acesse diretamente o site da concessionária ou o aplicativo oficial, evite clicar em links recebidos por terceiros e confirme sempre o destinatário do Pix antes de efetuar pagamento. Em caso de dúvida sobre a autenticidade de uma cobrança, contate a concessionária responsável pela rodovia ou o órgão estadual competente.





