O complexo baiano concluiu obras da estamparia e iniciou ensaios nas linhas de solda e pintura. São 1.100 funcionários em treinamento. A BYD prevê entregar os primeiros veículos 100% nacionais no início de 2027.
A fábrica da BYD em Camaçari (BA) está completando seu primeiro ano de operação com avanços em etapas-chave para a nacionalização da produção. A fabricante finalizou as obras civis da estamparia e iniciou os testes das áreas de soldagem e pintura, processos que são determinantes para a produção completa de veículos no país.
Com 1.100 funcionários em treinamento dentro do complexo baiano, a montadora se prepara para entregar os primeiros veículos 100% nacionais no início de 2027. As novas estruturas permitirão que as chapas sejam prensadas, soldadas e pintadas localmente, reduzindo a necessidade de receber carrocerias completas importadas.
O cronograma industrial prevê que os galpões de soldagem e pintura entrem em ritmo acelerado de testes operacionais no final deste ano, com o objetivo de viabilizar a transição do atual modelo de montagem de partes para a produção integral. Hoje, a ala de estamparia teve a parte de construção civil concluída e as instalações são preparadas para a expansão da capacidade produtiva.
Atualmente, a planta opera com capacidade projetada para crescer de 150.000 para 300.000 veículos por ano, meta que atende tanto a demanda interna quanto planos de exportação. No horizonte global da marca, a intenção é atingir a marca de 600.000 unidades anuais, patamar que justificaria aumento adicional do quadro de funcionários e da infraestrutura.
O plano estratégico aponta que a produção cada vez mais nacionalizada será puxada por modelos de maior volume, entre eles Dolphin Mini, King, Song Pro e Atto 2, que hoje são montados no local com carrocerias armadas e pintadas na China. Também está prevista a produção da picape híbrida Mako, modelo que será fabricado exclusivamente no Brasil e que, por consequência, só deverá chegar às lojas no começo do ano que vem.
O ritmo acelerado do projeto fabril também se traduz em crescimento do emprego formal. Com as esteiras já rodando em dois turnos e a preparação para um terceiro turno, o quadro de funcionários diretos saltou para 9.000 pessoas. A esmagadora maioria da mão de obra, cerca de 90%, é formada por baianos da própria região, diz a BYD.
Até o fim do ano, a fabricante promete contratar mais 500 profissionais exclusivos para os galpões de pintura e estamparia, com o planejamento de fechar o ciclo com 10.000 trabalhadores. A projeção é alcançar futuramente até 20.000 empregos diretos e indiretos quando o volume produtivo atingir a meta global da marca de fabricar 600.000 unidades anuais.







