O maior SUV da Audi traz lanternas traseiras que dobram junto com a carroceria, usando painéis curvos de OLED digital. A tecnologia emprega seis painéis de vidro de apenas 0,1 mm, solução inédita em carros de série.
O Audi Q9, maior SUV da história da marca, tem lanternas traseiras que dobram junto com a carroceria. Nesta sexta-feira (23), a Audi detalhou a tecnologia, que a fabricante diz ser inédita em carros de série.
O sistema emprega painéis de OLED digital curvos que contornam as laterais da traseira em vez de ficar atrás de lentes planas. O OLED (sigla em inglês para diodo orgânico emissor de luz) ilumina por toda a superfície, e não em pontos, como o LED. A Audi foi a pioneira no uso do OLED em lanternas no TT RS, em 2016.
A solução técnica utiliza seis painéis de vidro com apenas 0,1 milímetro de espessura — a de um fio de cabelo, compara a fabricante —, capazes de acompanhar o desenho da carroceria sem trincar nem danificar a camada orgânica que emite a luz. Segundo a fabricante, a curvatura aumenta a visibilidade de luzes de freio e de setas para quem se aproxima pela lateral, como em cruzamentos e em vagas de estacionamento.
No total, o conjunto traseiro do Q9 soma 512 segmentos controlados individualmente pela central eletrônica do veículo. O painel externo de cada lado tem 99 segmentos e é o maior que a marca já usou; os centrais têm 84 segmentos, e os internos, 73. O grande número de segmentos permite escolher entre até oito assinaturas luminosas e ativar um triângulo de alerta para sinalizar acidentes ou veículos avariados à retaguarda.
As lanternas traseiras trabalham em conjunto com os faróis Digital Matrix LED. À noite, ao virar ou trocar de faixa, o Q9 projeta no asfalto uma seta estilizada, recurso que estreou anteriormente no Q7.
O SUV de sete lugares foi apresentado em julho. A motorização anunciada para o modelo inclui um V6 3.0 turbodiesel de 299 cv. Na Alemanha, o Q9 parte de 108.400 euros, valor aproximado a R$ 645 mil. No Reino Unido e nos Estados Unidos, as lanternas curvas ficarão reservadas às versões mais caras.
A Audi prevê vender dois terços da produção fora da Europa, e o Brasil aparece entre os mercados possíveis.







