O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou uma troca inusitada de aeronave durante sua recente viagem à Europa. Na quarta-feira, 8 de julho de 2026, Trump decidiu deixar para trás o novo avião presidencial, um Boeing 747-8 doado pelo Catar, e embarcou em um modelo mais antigo, um 747-200B, que já estava em serviço desde 1990. Essa mudança levantou questões sobre a segurança do jato recebido como presente.
A troca ocorreu após Trump ordenar novos ataques ao Irã enquanto estava em Ancara, Turquia. O antigo avião, conhecido como VC-25A, possui sistemas de defesa que o novo jato do Catar pode não ter. Ao ser questionado sobre a decisão, o presidente negou que a mudança estivesse relacionada a preocupações de segurança, mencionando que a nova aeronave seria levada a uma base no Reino Unido para ser exibida a militares.
O Boeing 747-8, que foi originalmente parte da frota do governo do Catar, passou por modificações antes de ser entregue a Trump. Fabricado em 2012, o jato tinha uma configuração interna luxuosa e foi doado ao presidente em 2025. O Pentágono aceitou a doação após o emir do Catar enviar o avião aos EUA. A conversão do jato custou cerca de US$ 5 bilhões, com aproximadamente 400 funcionários trabalhando em turnos contínuos para concluir a adaptação.
A nova aeronave, chamada VC-25B Bridge, foi revelada em 19 de junho de 2026, em uma apresentação na Base Conjunta Andrews, e apresenta uma pintura em vermelho, branco, azul-escuro e dourado, escolhida por Trump, em contraste com o tradicional azul-claro dos aviões presidenciais desde os anos 1960. O VC-25B Bridge é uma versão atualizada do Boeing 747-8 Intercontinental, que possui dimensões significativas e capacidade de carga aumentada.
O antigo VC-25A, embora mais velho, é considerado mais confiável devido à sua robustez e ao desenvolvimento completo feito pelos Estados Unidos. Ele é equipado com diversos sistemas de defesa, incluindo um receptor de alerta para mísseis e contramedidas infravermelhas. Esses recursos tornam o VC-25A uma fortaleza voadora, capaz de operar em cenários de alto risco, ao contrário do avião do Catar, que, segundo especialistas, pode ter perdido parte de suas capacidades de proteção devido à conversão acelerada.
Além das preocupações com a segurança, analistas levantam questões sobre as intenções do Catar ao fazer essa doação. Críticos apontam que isso pode configurar uma violação da Cláusula de Emolumentos da Constituição americana, que proíbe autoridades de aceitarem presentes de governos estrangeiros sem autorização do Congresso. Trump defendeu a troca, afirmando que seria insensato recusar “o avião mais luxuoso do mundo” e destacou que a aeronave pertence ao Departamento de Defesa.
Enquanto isso, os novos VC-25B encomendados à Boeing continuam atrasados, com a entrega não prevista antes de 2028, o que pode deixar Trump sem um novo Air Force One até o final de seu mandato.








