Um táxi autônomo da Waymo, subsidiária da Alphabet, foi abordado pela polícia de San Bruno, na Califórnia, após realizar um retorno proibido na presença de agentes que participavam de uma operação contra motoristas sob efeito de álcool ou drogas.
Abordagem inesperada
Os policiais seguiram o veículo e conseguiram fazê-lo parar. Com o bloco de infrações em mãos, o oficial responsável se deparou com a ausência de um condutor humano e, consequentemente, com a impossibilidade de preencher a multa. “Nossos talões não têm um campo para robô”, informou o Departamento de Polícia de San Bruno em nota.
Diante da situação, a infração não foi aplicada. A corporação entrou em contato com a Waymo, que declarou estar avaliando o caso para evitar novas violações das leis de trânsito.
Tecnologia embarcada
De acordo com a empresa, cada carro do serviço de transporte autônomo utiliza:
- Lidar: quatro emissores de laser capazes de detectar obstáculos em profundidade em até 300 m;
- Câmeras: dez unidades com alcance de 500 m, responsáveis por distinguir veículos, pedestres, ciclistas, animais e outros objetos;
- Radar: seis sensores que calculam direção e velocidade dos elementos identificados.
A Waymo afirma que o sistema reconhece sirenes e luzes de viaturas, instruindo o veículo a encostar quando necessário. A equipe de suporte também recebe treinamento para orientar passageiros e autoridades durante abordagens.
Jaguar I-PACE domina a frota
A maior parte dos táxis autônomos da Waymo é formada pelo Jaguar I-PACE, utilitário esportivo totalmente elétrico que entrega 400 cv de potência e 70,9 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h é cumprida em 4,8 s, impulsionada por uma bateria de 90 kWh que oferece autonomia de até 298 km. No mercado brasileiro, o modelo é comercializado por R$ 599.900.
O caso de San Bruno levanta discussões sobre como enquadrar legalmente veículos sem motorista em infrações de trânsito, tema que ainda carece de regulamentação específica.
Com informações de G1





