Flavio Briatore revelou que condicionou sua entrada na Alpine na Fórmula 1 ao uso exclusivo dos propulsores da Mercedes, eliminando especulações de que não teria influência na mudança de perfil da equipe.
Em entrevista ao site Motorsport.uol, o dirigente italiano afirmou que só aceitou integrar a escuderia caso conseguisse garantir a parceria com a montadora alemã. “O motor Mercedes é a única condição para eu ingressar na Alpine na F1”, declarou Briatore.
A alegação chega para refutar rumores de bastidor segundo os quais a decisão de deixar de ser uma equipe de fábrica teria ocorrido sem seu aval. Briatore assegurou ter participado ativamente das negociações que levaram ao novo acordo de fornecimento de unidades de potência.
Na última década, a Mercedes se consolidou como referência técnica na categoria, vencendo múltiplos campeonatos de construtores e pilotos desde o início da era híbrida. Esse histórico de sucesso foi determinante para embasar a exigência do italiano.
Segundo Briatore, além da performance em pista, a confiabilidade dos motores alemães — especialmente no sistema de recuperação de energia (ERS) — pesou na escolha. Ele destacou que o pacote propulsor da Mercedes alia potência e eficiência em diferentes fases do GP.
Com a Alpine operando agora no modelo de cliente, a escuderia busca aproveitar os ganhos de desenvolvimento e atualizações constantes oferecidas pela fábrica de Brackley. Para Briatore, esse suporte técnico será vital para elevar o desempenho do carro.
O italiano afirmou ainda que pretende atuar em outras frentes dentro da equipe, incluindo reforços na área técnica e na gestão de pista, de forma a criar uma estrutura capaz de brigar pelas primeiras posições.
Embora o fornecimento de motores seja a principal novidade, Briatore não descartou novas parcerias estratégicas para complementar o pacote de investimentos da Alpine na temporada vindoura.
O acordo representa um marco na estratégia da equipe, que transitou de equipe oficial da Renault para um patrocínio mais flexível, agora alicerçado pela força dos propulsores Mercedes.
Com essa definição, a Alpine se prepara para intensificar o desenvolvimento do chassi e do power unit, visando uma evolução expressiva no campeonato que se inicia.
A união entre Briatore e Mercedes marca o primeiro passo de uma gestão que busca resgatar o protagonismo da escuderia na Fórmula 1.
A definição do fornecedor de motores representa apenas a primeira das alterações planejadas na gestão de Briatore. O italiano garantiu que, além da parceria com a Mercedes, pretende reforçar as áreas técnica e estratégica para colocar a Alpine em posição de brigar pelas primeiras posições na próxima temporada da F1.
Fonte: MotorSport





