O ex-piloto e comentarista Martin Brundle manifestou preocupação em relação ao regulamento técnico da Fórmula 1 previsto para 2026, que deverá exigir um gerenciamento intenso de energia por parte dos competidores. Segundo ele, o novo pacote de normas pode retirar do campeonato o caráter “bruto” e agressivo que atrai grande parte dos torcedores.
Com a entrada em vigor de uma unidade motriz híbrida mais complexa e eficiente, as equipes terão de priorizar a economia e a distribuição de energia durante as corridas. O motor de combustão interna será combinado a sistemas de recuperação de energia ainda mais sofisticados, enquanto o uso de biocombustíveis será ampliado em busca da neutralidade de carbono.
Quem: Martin Brundle, ex-piloto de F1 e atual comentarista
O que: Alerta sobre perda de “brutalidade” nas corridas
Quando: Temporada de 2026
Onde: Campeonato Mundial de Fórmula 1
Como: Regulamento centrado no gerenciamento de energia e eficiência
Por que: Implementação de sistemas híbridos avançados e meta de sustentabilidade
Brundle argumenta que, com a necessidade de conservar a eletricidade armazenada e controlar o consumo do motor de combustão, os pilotos acabarão mais preocupados em poupar recursos do que em extrair desempenho máximo a todo momento. Essa mudança de paradigma, na visão do comentarista, pode reduzir ultrapassagens ousadas e manobras de alta velocidade, elementos considerados essenciais para o espetáculo da F1.
O regulamento de 2026 faz parte de um pacote de medidas aprovado pela FIA e pelos promotores da categoria, que inclui também a adoção de combustíveis 100% sustentáveis e limites mais rígidos para emissões. A expectativa das autoridades é tornar a Fórmula 1 mais alinhada às metas ambientais globais, sem comprometer a competitividade entre as equipes.
No entanto, Brundle ressalta que, ao transferir o foco para a gestão de energia, corre-se o risco de alienar o público que busca corridas intensas e “sem dó”, definidas exatamente pela agressividade do acelerador a fundo.
Fonte: MotorSport





