Em entrevista concedida na noite da última sexta-feira durante os testes de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein, Andrea Stella, diretor de corridas da McLaren, revelou que a equipe avaliou o sistema conhecido como superclipping com potência de até 350 quilowatts (kW).
Segundo Stella, o experimento faz parte de uma série de simulações voltadas para as futuras regulamentações de 2026, que deverão alterar substancialmente os parâmetros de recuperação de energia dos carros. A McLaren enxerga no superclipping uma alternativa — ou “plano B” — caso o método tradicional de gestão do sistema híbrido sofra limitações impostas pela FIA.
O teste foi realizado no Bahrain International Circuit, palco dos primeiros dias de atividades em pista antes do início oficial do campeonato. Durante o período de avaliação, a equipe monitorou o comportamento do módulo elétrico em condições de alta carga, buscando aferir respostas do conjunto motor-gerador ao atingir o pico de 350 kW.
Embora Stella não tenha divulgado detalhes técnicos aprofundados, ficou claro que o objetivo principal era verificar se o superclipping consegue aumentar a eficiência na captação e liberação de energia, sem comprometer a confiabilidade do sistema. A opção por esse recurso pode se tornar crucial caso as novas regras restrinjam o uso de determinados componentes híbridos.
A McLaren integra ao programa de testes um cronograma que contempla várias fases de calibração do sistema de recuperação energética. Conforme a equipe adaptar o superclipping ao conceito aerodinâmico e mecânico do MP4/1–C, os engenheiros avaliarão o balanço entre desempenho em reta e a capacidade regenerativa em frenagens.
O próximo passo será a análise dos dados obtidos em solo bahreinita, seguida por simulações em outros circuitos antes dos testes finais. A expectativa do time é ter um plano alternativo pronto para a estreia da temporada de 2026, caso as soluções atuais não atinjam as metas estabelecidas pela nova normativa da FIA.
Fonte: MotorSport





