Aston Martin restringe voltas de Alonso e Stroll em Melbourne
A Aston Martin adotou uma medida preventiva no GP da Austrália para preservar a saúde de Fernando Alonso e Lance Stroll. Em função das intensas vibrações geradas pelo motor Honda, a equipe decidiu impor um teto no número de voltas consecutivas que seus pilotos podem percorrer em Albert Park. A informação foi detalhada pelo chefe de equipe na Fórmula 1, Adrian Newey.
Segundo Newey, o costumeiro nível de sacudidas sentido nos carros AMR23 atingiu grau capaz de provocar lesões nas mãos — em especial contusões e possível agravamento de síndromes por esforço repetitivo. Por isso, a Aston Martin estipulou um limite pré-estabelecido de voltas em cada saída para pista, tanto nos treinos de classificação quanto na corrida, até que o problema seja solucionado.
O incidente ocorreu durante as sessões iniciais do fim de semana em Melbourne. Ainda nos treinos livres, Alonso e Stroll relataram desconforto ao segurarem o volante, com perda de sensibilidade nos dedos e tremores excessivos nos braços. Ciente do risco de comprometimento físico a longo prazo, o time britânico optou por reduzir o número de voltas por stint e aguardar novas atualizações de componentes junto à Honda.
Apesar da limitação, Newey reforçou que a performance de ambos os carros não foi comprometida em termos de competitividade. A prioridade, porém, é evitar qualquer tipo de dano que possa prejudicar a condição dos pilotos nas etapas seguintes do calendário. A equipe espera receber, nas próximas atividades, revisões no sistema de montagem do propulsor para amenizar as vibrações.
Diante da situação, a Aston Martin manterá vigilância constante sobre o comportamento do motor Honda e poderá ajustar o número de voltas liberadas conforme forem identificadas melhorias. A decisão reflete o cuidado extremo com a integridade física dos competidores, ainda que represente um desafio extra à estratégia de corrida.
Fonte: MotorSport





