Melbourne, 7 de abril de 2024 – George Russell surpreendeu o pelotão ao registrar tempo de volta quase um segundo mais rápido que o terceiro colocado na sessão classificatória para o Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1, realizada neste sábado (7) no circuito de Albert Park.
Diferença histórica no Q3
O piloto britânico da Mercedes cravou sua melhor volta na casa de 1min17s, abrindo vantagem de quase um segundo sobre o francês Isack Hadjar, que ficou em terceiro. Entre os dois, apareceu Andrea Kimi Antonelli, companheiro de equipe de Russell, a apenas três décimos de segundo do líder.
Desde a primeira parte da classificação (Q1), Russell manteve ritmo consistente, evitando qualquer deslize e garantindo passagem tranquila. Na fase decisiva, o britânico encontrou tráfego reduzido e se beneficiou do equilíbrio de setup do carro para registrar uma volta quase inédita, considerando a proximidade de outros candidatos ao pódio.
Reações na área técnica
Os engenheiros da Mercedes não confirmaram detalhes sobre possíveis ajustes específicos que permitiram a performance destacada em Melbourne. A equipe, que voltou a exibir forte competitividade após período de testes de inverno, comemorou o resultado, mas manteve cautela quanto à corrida, marcada para a tarde de domingo.
No paddock, pilotos rivais manifestaram surpresa diante da folga de Russell. Alguns creditam o desempenho ao ponto de aderência do asfalto de Albert Park, que oferece zonas de frenagem intensas e curvas de média velocidade, mas não há consenso sobre a real origem da diferença expressiva.
Próximos passos para a corrida
Com a pole position em mãos, Russell parte como favorito para a prova, mas terá de lidar com estratégia de pneus, eventuais bandeiras e a pressão dos adversários. Antonelli, em segundo, tentará repetir boa largada para não deixar o companheiro abrir distância. Hadjar, por sua vez, busca surpreender e reduzir os quase um segundo que o separou do líder na sessão oficial.
A classificação histórica reforça o protagonismo da Mercedes em Albert Park, mas deixa no ar a questão fundamental: o que explica essa vantagem tão significativa na capital da Fórmula 1?
Fonte: MotorSport





