Pilotos da Fórmula 1 saíram divididos após testarem, pela primeira vez, o novo mecanismo de auxílio à ultrapassagem implementado no GP da Austrália, realizado no circuito de Albert Park, em Melbourne. Projetado para substituir o tradicional DRS (sistema de redução de arrasto), o dispositivo gerou reações contrastantes entre as equipes e competidores.
Reações contrastantes entre os competidores
Enquanto alguns pilotos criticaram o que consideraram um efeito “artificial” nas disputas em reta, outros preferiram adotar cautela, reconhecendo a necessidade de um período maior de adaptação antes de emitir um juízo definitivo. A divergência de opiniões ficou evidente já nas primeiras voltas do treino livre, quando diferentes carros acionaram o sistema e testaram sua eficácia na frenagem e na aceleração.
Como funciona o novo sistema
Desenvolvido pela FIA, o novo mecanismo consiste na liberação de potência extra procedente dos sistemas de recuperação de energia, acionável pelo piloto em momentos específicos da corrida. Com duração limitada e tempo de recarga determinado, o recurso busca criar mais oportunidades de ultrapassagem sem depender exclusivamente da abertura de asas móveis, como ocorria com o DRS.
Pontos fortes e fragilidades apontados
Entre os aspectos elogiados está o menor ganho de velocidade em relação ao DRS, o que tende a tornar a ultrapassagem mais desafiadora tecnicamente. Por outro lado, alguns pilotos reclamaram da sensação de “boost” artificial e do modo abrupto de acionamento, que pode desequilibrar o comportamento do carro em altas velocidades.
Próximos passos antes da definição
A categoria ainda não definiu se adotará o sistema em caráter definitivo ao longo da temporada. As equipes deverão avaliar o desempenho nos próximos GPs e fornecer relatórios detalhados à FIA. A expectativa é que, após alguns ajustes e testes adicionais em pista, seja possível calibrar o mecanismo para um uso mais orgânico e alinhado ao desempenho natural dos carros.
Fonte: MotorSport





