A FIA anunciou que, a partir de 1º de junho, a fórmula para verificar a taxa de compressão dos motores de Fórmula 1 terá uma margem maior de tolerância. Com a mudança, quando o óleo do propulsor atingir 130 °C a relação máxima permitida passa de 16:1 para 16,7:1.
Detalhes da nova medição
O procedimento de aferição determina que o motor seja submetido a uma temperatura de óleo de 130 °C antes da checagem da taxa de compressão. Até então, o limite estrito era de 16:1, mas a entidade reguladora decidiu ampliar a folga para comportar variações térmicas e de desgaste durante o funcionamento em pista.
Impacto nas equipes e unidade de potência Mercedes
A unidade de potência fornecida pela Mercedes será diretamente afetada pela alteração. A equipe de Brackley precisará avaliar se os componentes atuais já atendem ao novo patamar ou se serão necessários ajustes mecânicos para garantir conformidade nos exames técnicos realizados após os Grandes Prêmios.
Fontes da FIA avaliam que a “folga” de 0,7 ponto na taxa de compressão deve ser suficiente para evitar problemas de homologação dos motores sem prejudicar o desempenho. As demais escuderias também poderão tirar proveito da nova margem para calibrar o funcionamento de seus propulsores e reduzir o risco de desclassificação por irregularidades.
Contexto e próximos passos
A mudança faz parte de um pacote de medidas da FIA para uniformizar a fiscalização dos motores híbridos, introduzidos em 2014, e assegurar que todas as equipes atuem dentro das mesmas condições. A entidade ainda prevê atualizações em outros parâmetros técnicos ao longo da temporada, sempre buscando equilíbrio técnico e esportivo.
As verificações com base na nova regra entram em vigor já no próximo Grande Prêmio, e os comissários de pista serão instruídos a seguir o novo protocolo de medição da taxa de compressão.
Fonte: MotorSport





