A temporada 2026 da MotoGP começou com surpreendente domínio compartilhado por duas fábricas que não são a atual campeã de construtores. Marco Bezzecchi levou a Aprilia ao topo do pódio na prova de abertura, enquanto Pedro Acosta repetiu o feito na corrida seguinte com a KTM. Em meio a esse cenário, o espanhol Jorge Martín, campeão de 2024 e ausente em boa parte de 2025, avaliou o equilíbrio de forças no grid e manteve a Ducati como favorita à conquista do campeonato.
Martín, que retornou ao grid neste ano após o longo afastamento, destacou que, apesar de o início do campeonato ter mostrado força de Aprilia e KTM, a equipe de Borgo Panigale possui elementos decisivos para sustentar a liderança ao longo de toda a campanha. “Ducati ainda é a favorita”, resumiu o piloto, reforçando que o histórico recente da marca italiana segue pesando a seu favor.
Os resultados das duas primeiras etapas indicam maior diversidade competitiva em relação aos campeonatos anteriores, quando as motos vermelhas acumularam vitórias consecutivas. A ausência de triunfos da Ducati nas aberturas de 2026, porém, não altera a percepção de Martín. Para o espanhol, a capacidade de desenvolvimento técnico da equipe e o plantel de pilotos experientes sustentam a etiqueta de favorita.
A visão do campeão de 2024 sustenta-se também na consistência demonstrada pela Ducati em temporadas passadas, fator que costuma ser determinante em disputas de pontos corridos. Mesmo que Aprilia e KTM tenham arrancado à frente, Martín entende que o calendário longo oferece margem para recuperação e retorno ao topo por parte da equipe italiana.
Bezzecchi, agora vitorioso com a Aprilia, e Acosta, responsável pelo primeiro troféu da KTM em 2026, figuram como postulantes a resultados expressivos no restante do ano. Ainda assim, o piloto espanhol enxerga a necessidade de confirmar esse desempenho inicial ao longo de pistas de características variadas antes de apontar uma mudança definitiva na hierarquia do Mundial.
Com duas provas concluídas, a classificação de pilotos reflete a distribuição de forças recém-apresentada, mas apenas as próximas etapas indicarão se a sequência de conquistas da Ducati realmente corre risco. Enquanto isso, Martín mantém a aposta na equipe que lhe deu suporte na campanha vitoriosa de 2024 e observa a evolução dos demais concorrentes.
O calendário da categoria segue dentro de algumas semanas, quando o grid encara mais uma oportunidade de desafiar o favoritismo histórico da marca italiana e, possivelmente, ampliar a lista de vencedores de fábricas diferentes em 2026.
Fonte: MotorSport





