Diesel tem queda pela primeira vez desde o início do conflito
O preço médio do diesel vendido nos postos do Brasil recuou 0,2%, alcançando R$ 7,43, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Trata-se da primeira redução registrada desde o início do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A pesquisa da ANP também indica pequena queda no valor médio da gasolina, que caiu R$ 0,01 e passou a ser comercializada a R$ 6,77. O etanol teve recuo para R$ 4,69.
O aumento das incertezas após o início dos bombardeios, na madrugada de 28 de fevereiro, elevou fortemente o preço do barril de petróleo no mercado internacional. Na sequência dos conflitos, o Brent, referência global, chegou a subir mais de 60%, atingindo o patamar de US$ 118,32 por barril. Na última sexta-feira (11), o Brent fechou cotado a US$ 94,33, uma queda de 1,66% em relação ao dia anterior.
No Brasil, as oscilações internacionais foram refletidas nos preços ao consumidor. Na primeira semana de março, o diesel vendido nas bombas aumentou R$ 0,05, passando para R$ 6,08, e no dia 14 daquele mês o valor médio já havia atingido R$ 6,80.
Diante da aceleração dos preços, o governo federal anunciou medidas para tentar conter os aumentos do diesel, incluindo propostas de subsídios e isenção de impostos federais. Ainda assim, autoridades e agentes do setor dizem que o impacto dessas ações ainda não é plenamente percebido pelos consumidores nas bombas.
Rodrigo Zingales, diretor da Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres (Abrilivre), afirmou que é cedo para atribuir a queda às medidas governamentais e sugeriu que o aumento da fiscalização sobre distribuidoras pode explicar a maior estabilidade nos preços. Nas últimas semanas, a ANP e a Polícia Federal intensificaram operações voltadas a fiscalizar distribuidoras e postos, com objetivo de coibir práticas de preços abusivos, inclusive na venda do gás de cozinha. A ANP também abriu um novo canal para recebimento de denúncias sobre irregularidades.
Quanto à composição do preço do diesel, uma parcela significativa do valor final cobrado aos consumidores corresponde à remuneração das refinarias, conforme detalha o levantamento da ANP.
Com informações de G1





