O chefe da Audi na Fórmula 1, Mattia Binotto, afirmou que a contratação do brasileiro Gabriel Bortoleto para a categoria não se apoiou apenas nos títulos conquistados por ele em categorias de base. Segundo Binotto, a decisão foi influenciada também pela postura e maturidade demonstradas por Bortoleto durante uma entrevista realizada no escritório do dirigente.
Bortoleto, que venceu campeonatos na F3 e na F2, não assegurou a vaga apenas pelos triunfos em pista, destacou Binotto. Ainda de acordo com o dirigente, a conversa no escritório incluiu perguntas consideradas “inusitadas”, circunstância em que o piloto impressionou pela atitude e pela forma de responder, mostrando uma maturidade que pesou na avaliação da equipe.
A declaração de Binotto coloca ênfase no processo de seleção adotado pela Audi, que, além de resultados esportivos, levou em conta aspectos comportamentais e de personalidade do jovem piloto. A entrevista no ambiente do chefe da equipe serviu para observar reações a questões não convencionais e permitiu aferir traços que, para Binotto, foram além do currículo de títulos.
O relato de Binotto reforça a noção de que, para equipes de ponta na Fórmula 1, a escolha de um piloto passa por múltiplos critérios. No caso de Bortoleto, a combinação de conquistas nas categorias de base com a imagem de maturidade apresentada em uma entrevista pessoal contribuiu para a definição de sua trajetória rumo à categoria máxima do automobilismo.
Sem detalhar as perguntas exatas feitas durante a entrevista, Binotto limitou-se a destacar que o comportamento do piloto foi determinante para a impressão final. A observação do dirigente indica que atributos comportamentais, manifestados em situações fora das pistas e em contatos diretos com a equipe, formaram parte do conjunto de elementos avaliados antes da contratação.
Gabriel Bortoleto segue, portanto, como caso em que desempenho técnico e postura pessoal foram considerados em conjunto no processo de ingresso na Fórmula 1.
Fonte: MotorSport





