Polícia americana alertou sobre fraude em bombas de combustível que lesaria motoristas. Checadores, porém, contestam a veracidade do caso e pedem cautela antes de compartilhar.
A polícia de Timberville, na Virgínia (EUA), emitiu um alerta para motoristas sobre um suposto golpe em bombas de combustível. A denúncia envolve a manipulação das alavancas das bombas, onde criminosos supostamente utilizariam um parafuso ou um objeto similar para impedir que o equipamento encerrasse a venda ao final do abastecimento. Com a bomba ainda ativa, o próximo veículo poderia abastecer sem custo para o motorista anterior.
Em resposta a essa situação, o departamento policial recomendou que os motoristas realizem uma inspeção cuidadosa do equipamento antes e depois de utilizá-lo. A orientação inclui checar se o visor da bomba está zerado antes de iniciar o abastecimento e confirmar que a transação foi concluída antes de deixar o posto de gasolina. Caso haja qualquer indício de adulteração, a recomendação é não utilizar a bomba e comunicar o frentista imediatamente.
No entanto, a veracidade do alerta tem sido questionada. O site de checagem Snopes, em uma análise realizada em maio, classificou a história como uma ‘farsa’, uma vez que não foram apresentados relatos confiáveis ou casos documentados de criminosos que empregam essa tática para lesar consumidores. A Shell, quando procurada, afirmou desconhecer ocorrências desse tipo e lembrou que suas bombas possuem um sistema de desligamento automático, que finaliza a transação após um período de inatividade.
Ainda assim, a prefeitura de Timberville defende que um incidente ocorreu, relatando que um frentista encontrou um parafuso durante a inspeção das bombas. Contudo, não existem registros de cartões de crédito utilizados para abastecer outros veículos relacionados a esse caso. Algumas pessoas levantam a hipótese de que o parafuso pode ter sido deixado após um reparo, e não como parte de uma tentativa de fraude.
O assunto ganhou destaque nas redes sociais, especialmente em um contexto de preços elevados dos combustíveis nos EUA, onde o preço médio da gasolina se aproxima de R$ 5,50 por litro (US$ 4,13 por galão). Apesar da falta de evidências concretas de prejuízo aos consumidores, as autoridades ressaltam que o objetivo desse aviso é promover uma cultura de cautela durante o abastecimento de veículos.






