O brasileiro Felipe Drugovich passou por fase difícil na Fórmula E e abriu o jogo sobre suas frustrações. Punido em São Paulo, o piloto luta para extrair o máximo do carro e recuperar o bom desempenho inicial.
Felipe Drugovich admitiu que enfrentou desafios durante a primeira metade da temporada 2025/26 da Fórmula E. Após um início promissor com a Andretti, o brasileiro passou por uma sequência de corridas difíceis, revelando que sua maior frustração não estava nas expectativas criadas pelos resultados iniciais, mas na sensação de não conseguir extrair mais desempenho do carro.
Na corrida de estreia do campeonato, realizada em São Paulo, Drugovich competiu entre as primeiras posições, mas foi punido por um incidente, o que o afastou do top-10. A sequência negativa só foi interrompida na prova em Berlim, onde o piloto conquistou seus primeiros pontos na temporada.
“Com certeza não foi tranquilo. Não por uma questão de expectativa de achar que ia melhor, mas de me sentir mal dentro do carro. Fazer tudo o que acha ser melhor e o máximo que consegue é brigar pelo 15º lugar. Era estranho”, afirmou.
Drugovich enfatizou que a humildade foi fundamental para atravessar esse período difícil. Ele reconheceu que mesmo fazendo o que considerava ser o correto, não conseguia se destacar. “Nesses momentos vale muito a humildade do piloto. Entender que era aquilo que tinha em mãos e nenhuma mágica tiraria disso. A partir daí, entender que precisava abaixar a cabeça e trabalhar para, de pouco em pouco, sair desse buraco”, completou.
O brasileiro também comentou sobre a convivência com Jake Dennis, seu companheiro de equipe e campeão mundial, que teve um desempenho mais consistente e chegou a ser candidato ao título em parte da temporada. Drugovich reconheceu que ver Dennis competitivo, enquanto encarava suas dificuldades, poderia afetar cada piloto de maneira diferente.
“Vai ter gente que não vai gostar de ver o companheiro andando bem. Outros vão pensar: ‘Que bom que ele está bem, porque pelo menos, se eu colocar as coisas no lugar, tenho potencial de estar lá também’. Não vou mentir e dizer que estava 100% feliz em ver Jake lá na frente e eu lá atrás, mas também não estava triste por isso. Até pela motivação que a gente tinha na equipe”, explicou.
Por fim, Drugovich elogiou a postura da Andretti durante esse período desafiador. Segundo ele, a equipe compreendeu que a estreia em tempo integral na Fórmula E exigiria um processo de aprendizado, especialmente em um campeonato que se encontra no último ano da geração Gen3 e conta com adversários muito mais experientes.
“Agradeço à Andretti, porque nunca cobraram uma melhora imediata. Sempre houve o entendimento de que neste ano seria normal ter dificuldade, por estar chegando no último ano da Gen3, com muitos pilotos que estão aqui há vários anos e por ter um companheiro que é campeão mundial e sabe exatamente o que fazer em cada momento da corrida”, concluiu.
A Fórmula E retornará nesta semana, nos dias 19 e 20 de junho, com o eP de Sanya, a 11ª etapa da temporada 2025/26.








