O piloto Carlos Sainz participou da apresentação do circuito Madring e destacou os desafios do traçado de 5,4 km. A prova acontece entre 11 e 13 de setembro em Valdebebas.
Durante um evento de apresentação do circuito urbano de Madri, realizado nesta terça-feira (16), Carlos Sainz compartilhou suas impressões sobre os desafios que os pilotos enfrentarão entre os dias 11 e 13 de setembro, durante o GP da Espanha. O piloto da Williams abordou temas como pontos de ultrapassagem e gerenciamento de energia, revelando que ficou impressionado com a aprovação da curva La Monumental pela Fórmula 1.
Com uma extensão de 5,4 km, o traçado, apelidado de Madring e situado no distrito de Valdebebas, combina trechos construídos especialmente para o evento com vias públicas da região. As obras começaram em meados de 2025 e, apesar de ainda haver muito trabalho a ser feito, o CEO da categoria, Stefano Domenicali, garantiu a realização da atividade no calendário oficial.
Como embaixador do GP, Sainz teve a oportunidade de completar uma volta no circuito em maio e ficou impressionado com a velocidade. A curva La Monumental, com 24% de inclinação e cercada por arquibancadas, foi um dos pontos que mais chamaram sua atenção. Ele comentou:
“Vamos chegar mais em fila indiana do que lado a lado. Mas, ainda assim, isso permitirá diferentes trajetórias. Tenho a sensação de que será uma curva feita de pé embaixo. Desde o momento em que vi o desenho dela, fiquei impressionado que a F1 tenha autorizado esse tipo de curva no calendário.”
“Não é uma curva fácil para os carros de F1 nem para os pneus. Quase 180 km/h sustentados com uma inclinação brutal. Vai ser uma dor de cabeça. Será bem-vinda, porque dá caráter e personalidade ao circuito”, acrescentou Sainz, que também falou sobre as oportunidades de ultrapassagem.
O piloto destacou que haverá chances na Curva 1 e na Curva 4, após uma reta de quase 1 km, onde, com a energia disponível, a ultrapassagem deve ser facilitada. “E haverá outros dois pontos: depois da Monumental e na freada após a antepenúltima curva. É um circuito que tem de tudo: retas longas, curvas rápidas e lentas. Uma grande variedade de curvas”, observou.
Sainz também se mostrou otimista quanto à gestão de energia na pista, afirmando que, devido às freadas fortes antes das retas longas, não deverá haver muitos problemas. “Vai acontecer o de sempre: ficar sem bateria no meio da reta. Não deve haver muitos problemas; os principais surgem quando há curvas rápidas seguidas de retas longas, onde você não consegue recuperar energia”, explicou.
Por enquanto, a pista é um mistério para a maioria dos pilotos, que só poderão conhecê-la quando ela estiver disponível no simulador. No entanto, Sainz destacou a característica única do traçado, que mistura setores urbanos com um circuito permanente. Ele comentou:
“Acredito que as dúvidas vão surgir de verdade quando tivermos o modelo do circuito no simulador. Em breve começaremos as primeiras sessões. Aí é que os comentários vão começar. Ter de mudar a mentalidade entre um circuito urbano e um muito mais aberto dentro da mesma pista será uma característica marcante.”
“Sairemos de um primeiro setor urbano para entrar em um segundo setor mais aberto e depois em um terceiro também aberto. É algo que não existe no calendário. Não há circuitos assim. Com certeza, para nós, passar de um trecho com os muros muito próximos, que incentiva a assumir mais riscos, para outro com muito mais espaço disponível traz uma sensação de alívio muito maior. Sem dúvida, será algo divertido”, finalizou Sainz.







