A Dodge confirma seu retorno ao mercado europeu com o novo Charger, disponível em versões elétrica e a combustão. A marca americana esteve ausente do continente desde 2011.
A Dodge, marca conhecida por seus icônicos muscle cars, está prestes a fazer seu retorno ao mercado europeu após uma ausência de 14 anos. A última vez que a fabricante esteve ativa na Europa foi em 2011, quando oferecia modelos como Caliber, Nitro e Journey. Agora, a responsabilidade de reabrir as portas da marca no Velho Continente recai sobre o Charger, nome que carrega um forte legado na indústria automotiva.
O novo Charger será disponibilizado tanto na versão elétrica quanto na versão a combustão. A versão elétrica é apresentada como o primeiro muscle car totalmente elétrico da Dodge, enquanto a configuração Sixpack estará equipada com o motor Hurricane 3.0 biturbo de seis cilindros em linha. Embora as especificações europeias ainda não tenham sido confirmadas, é possível fazer uma comparação com a gama americana, onde a versão R/T entrega impressionantes 426 cv e a versão Scat Pack chega a 558 cv, sendo capaz de acelerar de 0 a 96 km/h em apenas 3,9 segundos.
Por outro lado, o Charger Daytona será uma aposta exclusiva na eletrificação. Equipado com uma bateria de 100,5 kWh e dois motores elétricos, a versão mais potente do Daytona desenvolve 679 cv e impressionantes 86,6 kgfm de torque, além de contar com tração integral. Nos Estados Unidos, ele acelera de 0 a 96 km/h em apenas 3,3 segundos e oferece uma autonomia de até 430 quilômetros, conforme o ciclo de testes norte-americano.
“Trazer o Charger de volta à Europa é um momento significativo”, afirmou Fabio Catone, responsável pela Dodge no continente, ressaltando a importância do retorno de um nome icônico da indústria americana.
No entanto, o retorno do Charger ocorre em um momento desafiador para o modelo nos Estados Unidos. No primeiro trimestre de 2026, a Dodge conseguiu emplacar apenas 240 unidades do Charger Daytona elétrico, representando uma queda de 88% em relação ao mesmo período do ano anterior. As versões a combustão de seis cilindros, que chegaram com a missão de reanimar as vendas, somaram 1.672 unidades, e a marca ainda promete o lançamento de versões mais radicais, incluindo o retorno do V8 Hellcat.
Com isso, a Europa surge como uma nova rota para escoar mais unidades do Charger. Contudo, será necessário observar se essa estratégia se mostrará eficaz em um mercado onde os esportivos a combustão ainda atraem mais compradores do que os elétricos.





