O SUV Haval H6 chega renovado para 2027 com motor capaz de rodar em etanol ou gasolina. As versões híbridas já representam quase metade das vendas do modelo no país.
A GWM apresenta a linha 2027 do Haval H6, que se destaca por suas versões híbridas HEV One e HEV2, que somaram 45,7% das vendas do modelo entre janeiro e maio. O SUV, fabricado em Iracemápolis (SP), agora conta com motor flex, capaz de rodar com etanol ou gasolina, além de um sistema híbrido completamente atualizado.
A versão HEV2, com preço de R$ 225.000, traz melhorias significativas, especialmente no motor 1.5 turbo, que agora pode queimar etanol ou gasolina em qualquer proporção. O desenvolvimento foi feito em parceria com a Bosch e inclui bicos injetores e velas de ignição revisados, além de um sensor que identifica o tipo de combustível em tempo real. A pressão de injeção foi mantida em 200 bar, o que previne problemas de corrosão associados ao etanol hidratado, resultando em potência de 150 cv e torque de 24,4 kgfm.
Uma das grandes novidades é a troca do motor elétrico, que agora desempenha as funções de motor e gerador. A antiga configuração contava com um segundo componente atuando como gerador, mas essa alteração visa aumentar a eficiência do SUV. A transmissão automatizada DHT de duas marchas também foi aprimorada, permitindo o desacoplamento total do motor elétrico em situações de cruzeiro, eliminando o atrito parasita que reduzia a eficiência.
“Com essas evoluções, o Haval H6 HEV2 teve sua potência combinada elevada para 248 cv, enquanto o torque foi levemente reduzido para 54,5 kgfm”, afirmou a GWM.
A nova bateria, com 1,53 kWh, está posicionada na parte dianteira do assoalho, oferecendo maior capacidade utilizável em comparação com a antiga de 1,69 kWh. Isso contribui para a eficiência do modelo, que agora apresenta médias de 15,8 km/l com gasolina e 10,2 km/l com etanol na cidade, e 13,0 km/l e 9,0 km/l na estrada, respectivamente. A eficiência melhorou em até 7,5% na cidade e 14% na estrada.
Além de ser mais econômico, o Haval H6 HEV2 se destaca pela performance, completando a prova de zero a 100 km/h em 7,6 segundos, uma redução de 0,3 segundos em relação ao modelo anterior. A sensação de leveza nas arrancadas se destaca, com o motor elétrico assumindo a responsabilidade inicial e gerenciando a entrega de força entre os dois motores.
Apesar das melhorias, alguns aspectos ainda geram estranhamento, como a transmissão DHT, que tende a passar para a segunda marcha apenas após os 80 km/h, resultando em uma breve sensação de desconforto nas acelerações iniciais. O quadro de instrumentos também não indica a carga da bateria, que é controlada pelo módulo do motor a combustão, embora a regeneração das frenagens e desacelerações contribua significativamente para a recarga.












