O crescimento das compras online deve lotar as ruas de veículos de entrega e piorar a fluidez do trânsito. Projeções apontam R$ 13,3 bilhões em vendas entre 26 e 29 de novembro e 1,2 bilhão de pedidos até setembro.
O aumento do volume de compras online na Black Friday deve intensificar a presença de veículos de entrega nas vias urbanas e agravar problemas de fluidez no trânsito. A data promocional de 27 de novembro está se aproximando, e projeções apontam que o comércio eletrônico do país vai faturar R$ 13,3 bilhões entre 26 e 29 de novembro, alta de 20,7% sobre 2025.
O salto no número de pedidos já é evidente: de janeiro a setembro o varejo online registrou 1,2 bilhão de pedidos, um crescimento de 34,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A intenção de compra também permanece elevada, com 62% dos consumidores afirmando que pretendem aproveitar a data para adquirir produtos.
Estudos do Centro Universitário FEI indicam que manobras e paradas irregulares de veículos de carga podem reduzir em até 16% a fluidez das vias, com impacto mais severo quando essas operações coincidem com horários de pico. A falta de vagas para carga e descarga é apontada como fator central: sem locais adequados, motoristas tendem a estacionar em fila dupla, estreitando faixas e gerando gargalos.
Simulações realizadas em áreas centrais de São Paulo mostram benefícios claros de políticas de infraestrutura específicas para logística urbana. Com mais vagas exclusivas para carga e descarga, o tempo médio de busca por estacionamento caiu pela metade e as paradas irregulares diminuíram cerca de 64%, reduzindo interferências no tráfego e melhorando os prazos de entrega.
Para o motorista, a prática da fila dupla também tem custo administrativo: é infração grave segundo o CTB, punida com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira.
Como alternativas para mitigar os impactos, o debate inclui a adoção de entregas noturnas, que evitam o trânsito diurno, e outras soluções urbanas. Entregas fora do horário comercial podem reduzir conflitos com o tráfego, mas geram efeitos colaterais, como aumento do ruído em áreas residenciais e a necessidade de recipientes disponíveis para recebimento em horários incomuns.
O material também menciona a expressão “Outra aposta são os centros urbanos de” sem detalhar a proposta completa, sinalizando que há outras frentes de estudo e propostas para acomodar o pico de demanda logística durante períodos promocionais. Em paralelo, dados de reclamações indicam que atrasos nas entregas representaram 25,29% das queixas registradas em plataformas de consumidores na véspera da Black Friday de 2025, reforçando a necessidade de ajustes operacionais.
Na prática, a combinação entre planejamento urbano, regulação de vagas para carga e descarga e práticas operacionais dos frotistas será determinante para conter a deterioração da mobilidade urbana prevista para o período promocional.





