O M2 CS surge mais radical que o M2, com ajustes visuais, estruturais e mecânicos focados no desempenho em circuito. Oferece 530 cv, rodas bronze 19/20, pinças vermelhas, discos carbono-cerâmicos opcionais e ampla fibra de carbono.
O BMW M2 CS desembarcou no mercado como uma versão claramente mais radical em relação ao M2 “normal”, com alterações visuais, estruturais e mecânicas pensadas para elevar o desempenho em pista. A dianteira traz grade com elementos exclusivos e tomadas de ar maiores em acabamento negro, combinando com o lábio divisor inferior. As rodas têm desenho específico em tom bronze — aro 19″ na frente e 20″ atrás — e deixam à mostra grandes pinças de freio em vermelho. Os discos carbono-cerâmicos estão disponíveis como opcional.
A presença de fibra de carbono é extensa: teto, capas dos retrovisores, tampa do porta-malas, difusor traseiro e elementos no interior contribuíram para uma redução de aproximadamente 30 kg no conjunto. A carroceria pode ser encomendada em quatro cores metalizadas: Azul Veludo, Negro Safira, Cinza Brooklyn e Azul Portimão.
No habitáculo, o tom predominante é o negro com aplicações estruturais em fibra de carbono — incluindo a estrutura dos bancos concha — e a sigla CS iluminada nos painéis das portas. O volante M revestido em Alcantara traz marcação vermelha às 12 horas e borboletas de câmbio em fibra de carbono. A produção do modelo ocorre na planta de San Luis de Potosí, no México.
As intervenções da Motorsport sobre o motor seis cilindros em linha 3.0 do M2 “normal” resultaram em acréscimos relevantes: o torque máximo ganhou 5,1 kgfm, alcançando 66,3 kgfm numa faixa ampla de 2.750 a 5.730 rpm, e a potência subiu 50 cv, totalizando 530 cv a 6.250 rpm, com corte de injeção a 7.200 rpm. O mapeamento e a resposta do acelerador foram otimizados em todos os modos selecionáveis via menu M Setup.
Na prática, houve ganho de tempo na aceleração: o 0–100 km/h passou a ser cumprido em 3,5 s e a velocidade máxima ficou eletronicamente limitada a 302 km/h. O câmbio M Steptronic de oito velocidades é eficaz, embora no modo mais agressivo a passagem de marchas apresente um solavanco que alguns poderão considerar artificial.
O sistema de escape M com válvulas eletrônicas e as quatro ponteiras em negro mate reforçam a sonoridade; o Active Sound Design intensifica as frequências esportivas, especialmente com os modos Sport ou Sport Plus ativados via Driving Experience Control. Entre as mudanças de chassi, há suportes de motor mais rígidos, molas mais firmes e ligeiramente mais curtas que deixaram a carroceria 8 mm mais próxima do solo.
Em testes realizados na pista de provas da Michelin (Michelin Laurens Proving Grounds, Carolina do Sul, EUA) com asfalto molhado, a unidade equipada com pneus Michelin Pilot Sport 4S demonstrou boa aderência e precisão de dianteira. O diferencial autoblocante Active M (mecânico com atuador eletrônico) pode distribuir até 100% do torque entre as rodas traseiras conforme condições de aderência e comando do acelerador. A versão testada contava com discos carbono-cerâmicos, que proporcionaram frenagem contundente e pedal consistente, além de reduzir massa não suspensa.
O resultado é um M2 CS que dá um passo adiante: mais rápido e mais controlado, capaz de inspirar maior confiança que o M2 standard quando exigido perto dos limites. Entre pontos de crítica aparece o aro de volante mais grosso, que pode não agradar puristas. O preço listado na Europa é de 141.100 euros (equivalente a R$ 833.930, sem opcionais). Para o Brasil, a BMW garantiu um lote limitado.












