No dia 29 de junho de 2026, a Seleção Brasileira de Futebol garantiu sua classificação ao eliminar o Japão durante a fase de 16 avos da Copa do Mundo de 2026. A vitória da equipe canarinho gerou uma série de reações nas redes sociais, com memes que relacionavam a cultura japonesa, incluindo animes, ao resultado do jogo. Contudo, essa interação entre as culturas se estende além do futebol, alcançando o universo das motocicletas, onde o Japão se destaca por seu rigoroso sistema de habilitação.
Enquanto o Brasil é amplamente reconhecido por comercializar motocicletas de fabricantes japonesas, o Japão se diferencia no que diz respeito à formação e habilitação de motociclistas. Ao contrário do Brasil, onde a categoria A da Carteira Nacional de Habilitação permite que todos os condutores pilotem qualquer motocicleta, o Japão adota um sistema escalonado que exige licenças específicas para diferentes faixas de cilindrada.
As categorias de habilitação para motocicletas no Japão são as seguintes: Gentsuki, que abrange ciclomotores de até 50 cm³; Kogata Nirin, para motocicletas de até 125 cm³; Futsū Nirin, que permite a condução de motos de até 400 cm³; e Ōgata Nirin, que autoriza a pilotagem de motocicletas de qualquer potência.
De acordo com a Agência Nacional de Polícia do Japão, as normas de habilitação são fundamentadas em estudos de segurança viária, que demonstram que os novos ciclomotores, devido ao controle de aceleração, podem ser conduzidos com segurança por motoristas que possuem as habilidades necessárias. Como resultado, o Japão apresenta um índice de mortalidade em acidentes de moto significativamente mais baixo que o do Brasil, onde aproximadamente 40% das mortes no trânsito são atribuídas a acidentes com motocicletas, enquanto no Japão o número é de cerca de 20%.
A transição entre categorias no Japão é feita de maneira flexível. Um candidato pode, ao atingir a idade mínima e ser aprovado nos exames, obter a habilitação mais avançada, sem a necessidade de passar por todas as categorias anteriores. Entretanto, essa progressão não é automática; para mudar de categoria, o motociclista deve passar por procedimentos de treinamento e testes específicos.
O processo de formação de motociclistas no Japão é rigoroso, com os candidatos realizando exercícios práticos que vão desde frenagens de emergência até o controle da motocicleta em situações desafiadoras, como desvio de obstáculos e manobras em equilíbrio. Somente após a conclusão bem-sucedida dessas etapas é que a licença é concedida.
No Brasil, a legislação é menos restritiva. A categoria A permite o uso de motocicletas de qualquer cilindrada, e as recentes mudanças nas regras de habilitação reduziram a complexidade dos exames práticos. Isso levanta questões sobre a segurança e a preparação dos motoristas brasileiros em comparação com seus pares japoneses.





