A Cadillac #38 abandonou as 24 Horas de Le Mans após problema na direção assistida. Bourdais, revoltado, lamentou perder chance histórica de triunfo geral.
Sébastien Bourdais expressou sua frustração após o abandono da Cadillac #38 nas 24 Horas de Le Mans, um evento que ocorreu no último domingo, 14 de junho de 2026. O piloto francês, que já possui uma vitória na extinta classe GTE Pro, viu a chance de conquistar um triunfo geral escapar de maneira amargurante, classificando a falha na direção assistida como ‘estúpida’.
A Cadillac teve um desempenho competitivo no Circuito de la Sarthe, liderando a corrida na sexta hora com Jack Aitken. No entanto, a situação se complicou quando Bourdais assumiu o volante, pois o carro sofreu um problema na direção assistida. Apesar de conseguir retornar lentamente aos boxes para reparos, a equipe se viu forçada a abandonar a corrida.
“Obviamente, tínhamos um carro incrível. Brigamos na frente o tempo todo. Meus companheiros fizeram um trabalho fantástico, a equipe executou tudo exatamente da forma que precisava e nos demos uma chance. É tudo o que se pode pedir em Le Mans”, afirmou Bourdais.
O piloto também relatou a gravidade do problema. A falha na direção assistida ocorreu na entrada do pit-lane, obrigando-o a completar uma volta inteira antes de retornar aos boxes, o que resultou em uma perda significativa de tempo. Ele descreveu a dificuldade de controlar o carro, que se tornou quase impossível de manobrar devido à rigidez do volante.
“A direção assistida falhou justamente na entrada do pit-lane. Já tinha passado do acesso e precisava completar uma volta inteira até retornar aos boxes, perdendo muito tempo e tentando não bater porque o volante virou praticamente uma barra rígida. Foi bastante complicado fazer as curvas”, relatou.
Bourdais, que nasceu em Le Mans, refletiu sobre as oportunidades de vitória que teve ao longo de sua carreira, especialmente na corrida mais tradicional do endurance. Ele admitiu que já havia quase desistido de acreditar que teria uma nova chance de brigar pela vitória geral, o que torna a quebra ainda mais dolorosa.
“Praticamente tinha desistido de acreditar que teria essa oportunidade novamente. Neste ano ela estava ali. Esta corrida sempre encontra uma maneira de humilhar tudo e todos. Por uma peça que talvez custe dois dólares, tudo terminou de forma devastadora”, desabafou.
O piloto concluiu sua análise do ocorrido ao afirmar que as corridas podem ser impiedosas, onde a sorte pode mudar rapidamente. “Fiz minha parte, tive um stint sólido, assim como todos os outros. Quando os deuses das corridas decidem que não é seu dia, não é seu dia. Não batemos o carro, nem nada disso. Foi apenas uma falha estúpida que destruiu o esforço de todo mundo”, finalizou.
O Mundial de Endurance (WEC) segue agora com a próxima etapa marcada para os dias 10 a 12 de julho, em São Paulo, onde as 6 Horas de São Paulo prometem mais emoções para os fãs do automobilismo.








