O piloto brasileiro Diogo Moreira, da equipe LCR Honda, fez sua primeira corrida na classe principal do Mundial de Motovelocidade no último final de semana, durante o GP da Tailândia, em Buriram. Montando a moto de número 11, Moreira completou a prova de domingo na 13ª posição, garantindo seus primeiros pontos na MotoGP.
Em entrevista após a prova, o jovem de 19 anos ressaltou que a maior dificuldade enfrentada ao longo do fim de semana foi a falta de quilometragem acumulada na moto mais potente do grid. “O que nos falta é tempo na moto”, afirmou Moreira, ao destacar a disparidade de horas de pista entre ele e os pilotos com mais experiência na categoria.
Segundo o brasileiro, as sessões livres de treinos não foram suficientes para assimilar todos os aspectos técnicos do protótipo de MotoGP. “São muitos detalhes de eletrônica, aerodinâmica e regulagens que precisam de prática constante para serem compreendidos”, explicou. Moreira lembrou ainda que, nas categorias de base, como Moto2 e Moto3, o acerto da moto é menos complexo, o que facilitava a adaptação.
No GP da Tailândia, Moreira completou as quatro sessões de treinos livres e participou do treino classificatório, mas afirmou que sentiu falta de referências para explorar todo o potencial da RC213V da Honda. “Ainda estou aprendendo a gerenciar a potência e o controle de tração em cada curva. A diferença de pilotagem é grande, mas foi um passo importante”, avaliou.
Ao final da corrida, o piloto destacou a importância de trabalhar com a equipe para acelerar o processo de desenvolvimento dos acertos. “Voltamos a provas com muita informação para analisar. Nas próximas etapas, vou focar em manter a consistência e ganhar confiança na pilotagem”, completou Moreira.
Apesar do resultado modesto, o brasileiro demonstrou otimismo para as próximas etapas e espera evoluir com mais tempo de pista e adaptação à categoria rainha do motociclismo mundial.
Fonte: MotorSport





